O retorno e o até logo

>> 20 de setembro de 2011

Voltamos de viagem na semana passada. Apesar do trabalho de viajar com um bebezico, adorei os dias que passamos por lá. Deu para matar a saudade da família, rever vários (mas não todos, infelizmente) amigos queridos, passear por lugares preferidos e visitar os restaurantes que adoro (além de descobrir outros tantos). A coisa foi tão boa que eu voltei precisando de férias das férias! Isabella também parece ter aprovado tudo e esse contato e estímulo fez muito bem para seu desenvolvimento, apesar da rotina dela ter ido para o saco nos dias que passamos lá. Faz parte né?

E o que eu achei do Brasil um ano depois? Simples, tudo aquilo que mais amo e odeio continua lá. Sem tirar nem por... E por enquanto sigo com a certeza de que aqui é nosso lugar. Sei muito bem o alto preço que pagamos pela distância daqueles que amamos, mas ainda acho que tomamos a decisão acertada. Gosto do estilo de vida que temos aqui, da tranquilidade, dos programas em família, do tempo que temos livre, dos valores que privilegiam o ser e não o ter. Ainda temos um longo caminho pela frente na nossa trilha de adaptação, mas é interessante perceber o quanto crescemos e evoluímos, e o quanto nos aproximamos de Deus no meio das dificuldades e das vitórias.

Mas e por que "até logo" aí no título? Porque acho que esse blog já cumpriu seu propósito. Aqui tem um retrato dos dois anos mais intensos da minha vida, mas agora é hora de novos ares, novos rumos. Por mais que eu tentasse não vincular o Patitando somente à imigração, essa ficou sendo a maior marca do blog. E hoje eu não sei mais a quantas andam os processos, quais as melhores cidades para se imigrar e nem as profissões em demanda por aqui... Meus interesses mudaram e por isso é hora de encerrar este capítulo. Muito provavelmente eu devo criar um outro blog, mais genérico e sem nenhuma relação com o processo de imigração. Se isso acontecer eu volto aqui e deixo o endereço para quem se interessar.

Então deixo aqui meu muito obrigada. A todos que leram, torceram e torcem por nós, que acompanharam essa saga, desejo tudo de bom, sempre. Até logo!

Pati

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E eu estou indo...

>> 23 de agosto de 2011

Estou indo ali tomar uma água de côco, beber yakult de litro e trazer um monte de calça jeans e Melissas de volta na mala.
Estou indo ali dar um abraço no meu pai que não vejo há mais de um ano, e brincar de pula pula com minha sobrinha até ficar de perna bamba.
Estou indo jogar conversa fora ao vivo e em português, sem ser pelo Skype.
Estou indo comer churrasco e passear na feira, e ainda balançar na rede depois de bater perna o dia inteiro.
Estou indo ali apresentar Isabella ao lado de lá da linha do Equador, já que quando vim, ela era só uma micro pancinha na barriga da mamãe.
Estou indo conhecer novos membros da família, ver amigos casando e reencontrar outros que voltam para casa depois de anos morando fora.
Estou indo encarar três aeroportos e 14 horas de vôo com uma bebê de seis meses só para rever todo mundo e matar a saudade da terrinha.
BraSil, here we go!

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Só para avisar que...

>> 17 de agosto de 2011

Estou com família por aqui. Minha irmã e o namorado chegaram há alguns dias e estamos naquele ritmo louco de quem tem visitas em casa e quer aproveitar tudo ao máximo... Uma delícia para matar a saudade e passear, mas não sobra muito tempo para mais nada! Em breve voltamos à nossa programação normal :-)

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Future Me

>> 12 de agosto de 2011

E se você pudesse escrever mensagens para você para serem entregues no futuro? Hoje eu recebi a minha primeira carta de várias que andei escrevendo para mim mesma. Essa data de dois anos atrás. Foi emocionante ler a mensagem e eu praticamente revivi aquela época não tão distante, mas em que ainda estava no Brasil e tinha muitos planos e sonhos de mudanças para o futuro. O serviço gratuito é oferecido pelo Future Me eu acho a ideia fantástica. Eu costumo escolher momentos marcantes, vou lá, escrevo uma mensagem e agendo a entrega para uma data qualquer. É muito interessante ver como mudamos, crescemos e aprendemos em tão pouco tempo.

Não estou recebendo nada para fazer propaganda, mas fica aí uma dica muito legal para quem gosta de escrever, gosta de registrar sua história ou simplesmente tem curiosidade em saber o que estava pensando há algum tempo atrás. E você, o que diria hoje para o seu eu no futuro?

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Bebellices

>> 11 de agosto de 2011

Bebellinda completou seis meses ontem. S-E-I-S!!! Isso é meio ano de vida e praticamente a adolescência da vida dos bebês. Eu nem acredito que aquela coisinha molinha e quentinha que eu segurava com um só braço está aí, cada dia mais esperta, mais ativa e mais linda! Nessa fase de dona Isabella...

- Adora música. Adora que cantemos para ela e eu fiquei fã desse CD do Helio Ziskind que me ajudou a resgatar da memória todas as cantigas de roda lá do fundo do baú. Mas apesar do cd lindo, a música campeã aqui é "O sapo não lava o pé". Sabe aquele que tem chulé? Pois é, ela resolve qualquer problema por aqui, sucesso garantido... O sapinho fedorento tem ajudado bastante!
- Seu brinquedo favorito é a Pucca. Para a Bebella, tudo o que a Pucca faz é engraçado, onde a Pucca está ela quer ir também, e se ouve as patinhas dela no chão já se contorce inteira para ver onde ela está. Espero que daqui algum tempo as duas possam brincar muito juntas e garantir um descanso para a mamãe também.
- Fica bastante tempo sentada sozinha brincando (bastante em tempo de bebês, lógico). De vez em quando é meio estabanada e acerta um dos brinquedinhos na cabeça e abre o berreiro... Mas faz parte do seu jeitinho, assim todo trabalhado no drama.
- Sorri de tudo e para todos. Ela nasceu meio bravinha, mas de uns tempos para cá se tornou a simpatia em pessoa. Aliás, tem coisa mais gostosa que gargalhada de bebês?
- Tem se mostrado uma pessoa de um bom-humor irresistível quando acorda de manhã. Não parece ter puxado ao papai nessa. Ainda bem, porque seu sorriso lindo me dá energia para começar o dia, mesmo que às vezes sejam cinco da manhã...
- Por falar em sorriso, ela sorri com os olhos. Lindo de ver!
- Adora passear, e não posso ir caminhando com ela para perto da porta que já faz a maior festa. O que é bom porque temos aproveitado muito o verão e ela praticamente não dá trabalho na rua. Gosta especialmente de atividades ao ar livre.
- Não pára quieta. Se estiver no colo precisa estar pulando, se está deitada fica rolando, se estiver sentada tem que estar mexendo em alguma coisa. É bem ativa e justamente por isso continua não gostando da cadeirinha do carro. Por isso ainda ando com ela no banco de trás, cantando (ai, o sapo...) e brincando. Se estamos só as duas aí é que eu viro cantora profissional mesmo e cada hora jogo um brinquedo diferente no banco de trás (não tentem isso em casa, e sim, continuo olhando para frente e com a mão no volante).
- Tem uma rotina muito bem estabelecida e dorme cedo, entre 18h30 e 19h. Acorda cedo também, por volta de 6h30. Suas sonecas é que durante muito tempo foram um mistério para mim, já que duram apenas 30 minutos (uma cat napper, como dizem por aqui). Mas depois de muito ler e pesquisar, li esse relato e fiquei em paz. Deixo o link, porque só quem tem um bebê que não dorme de dia sabe o que isso significa...
- É muito carinhosa e distribui muitos beijos babados na mamãe e no papai. Faz carinho quando está mamando e gosta muito de brincar com meu cabelo.

Filhotita, obrigada por tornar meus dias mais coloridos e trazer tanta alegria e emoção para a nossa casa. A mamãe está aqui para você e por você e ora todos os dias para que Deus a abençoe muito! Que você continue crescendo assim, cheia de energia, saúde e fofurice. Te amo!

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Clipping ::::: Previdência Social - Acordo Brasil/Canadá

>> 8 de agosto de 2011

Notícia fresquinha, de hoje, daqui. Será que agora a coisa anda?

INTERNACIONAL: Brasil e Canadá têm agora acordo previdenciário
O acordo irá beneficiar mais de 30 mil brasileiros que vivem no país
08/08/2011 - 14:49:00

Da Redação (Brasília) - O ministro de Relações Exteriores, Antônio de Aguiar Patriota, e o ministro de Negócios Estrangeiros do Canadá, John Baird, assinaram acordo previdenciário entre e o Brasil e o Canadá, hoje (8), às 12h20, no Palácio do Planalto, em Brasília. A assinatura do acordo faz parte da visita oficial do primeiro-ministro canadense, Stephen Harper.

O acordo irá beneficiar mais de 30 mil brasileiros que vivem no Canadá, assim como os nacionais canadenses que residem no Brasil. Após assinado, o acordo precisa passar por ratificação pelo Congresso Nacional, em conformidade com a exigência constitucional. Uma vez ratificado, o tratado segue para promulgação e publicação, procedimentos que darão vigência ao acordo nos planos doméstico e internacional.

O ajuste administrativo, documento que define a operacionalização das regras, será assinado pelo ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, e pelo embaixador do Canadá no Brasil, Jamal A. Khokhar, em data a ser definida.

Histórico -O texto do acordo foi concluído em novembro de 2009, em Brasília. As duas rodadas de negociações para a elaboração do tratado foram iniciadas um ano antes. O ajuste administrativo foi pactuado em julho de 2011, em Ottawa, capital canadense.

Quebec – O Brasil e a província canadense com autonomia constitucional, única que tem apenas o francês como idioma oficial, também concluíram texto de acordo previdenciário. O acordo, sob pendência de assinatura, garantirá proteção social a mais de 10 mil brasileiros residentes na região.

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1 ano de Canadá - Maternidade

>> 3 de agosto de 2011

Mãe é mãe em qualquer lugar do mundo, mas no alto da minha (cof! cof!) vasta experiência de quase seis meses de maternidade, vamos a algumas vantagens que vejo nos assuntos maternais por aqui:

- Estilo de vida mais simples
Aqui ninguém está se importando que tipo de roupa seu filho (ou você) está usando, em que escola ele estuda ou onde vocês foram nas últimas férias. Em uma sociedade com mais igualdade social tenho a impressão que vive-se menos de aparência e dá-se valor a coisas mais importantes, como tempo de qualidade ao lado da família.

- Redes de apoio
Há ajuda para praticamente tudo que envolva assuntos de maternidade: amamentação, pré e pós-parto, bibliotecas de brinquedo, cursos para alimentação do bebê, playgroups, depressão pós-parto, full-time moms, mompreneurs, mães que trabalham fora, atividades físicas e educativas. Muitas dessas opções são gratuitas ou a um preço muito acessível. Então, não tem desculpa de dizer que não dá para achar auxílio.

- Paraíso dos brinquedos (e roupas também)
O preço é MUITO mais baixo que no Brasil. Na verdade o custo é tão baixo que é preciso pensar em consumo consciente e tomar cuidado para não entulhar a casa com objetos que têm um tempo de uso tão curto. Nessa linha aqui também não tem frescura: dá para comprar muitos brinquedos usados em excelente estado no Kijiji por um preço ainda mais baixo e depois vender na próxima venda de garagem ou doar para quem precisa.

- Valorização do handmade
A lógica aqui é o contrário, valoriza-se muito mais o que foi feito à mão, personalizado, artesanalmente, fora das linhas automatizadas de produção. Redes como a Etsy fazem bastante sucesso e fica bem mais simples (mas não necessariamente mais barato) fazer uma festinha de aniversário, decorar a casa e se vestir de uma forma totalmente original.

- Atividades muito além do circuito shopping center
Como geralmente as pessoas não tem nem babá nem empregada doméstica, aqui faz-se de tudo para incluir os filhos em todas as atividades e ninguém deixa de fazer quase nada por causa dos filhos. Isso não é necessariamente algo bom, mas pode ser positivo quando a criança tem muitas opções de desfrutar de atividades de lazer ao lado dos pais: ciclismo, canoagem, camping, viagens, festivais, família sempre unida!

Essas foram algumas vantagens que pude me lembrar. E vocês conseguem listar mais alguma? E desvantagens?

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1 ano de Canadá - Saúde

>> 2 de agosto de 2011

Quando planejávamos a mudança para o Canadá o tópico saúde era o assunto que mais me preocupava porque, apesar do sistema público de saúde funcionar relativamente bem, o Québec é conhecido como a província com mais deficiências nesse ponto. Aqui geralmente as pessoas tem um médico de família (generalista), que é quem tem o seu histórico de saúde e quem te encaminha para algum especialista de acordo com a necessidade. Só que o déficit do Québec é alto: de seus oito milhões de habitantes, dois milhões não têm médico de família. O assunto é tema constante na mídia e rendeu um documentário e até grupo no Facebook da Fédération des Médecins Omnipraticiens.

Pois bem, mas acontece que depois de um ano aqui, a única parte do sistema que precisamos usar foi refente ao pré-natal (ainda bem!). E nesse ponto, como já comentei várias vezes, não tenho do que reclamar. Só agora resolvemos procurar um médico de família. O primeiro passo foi fazer a nossa inscrição no guichet d'access, mas já sei que a ordem de chamada privilegia aqueles com histórico de saúde mais complicado. A outra opção é ir até Ottawa, já que o governo do Québec reembolsa parte do valor do atendimento se encontrarmos um médico de família por lá. Além disso, em casos de urgência há sempre a Appletree, uma rede de clínicas bem grande que também aceita pacientes do Québec. Aliás, falando em clínicas, deixo aqui uma relação das clínicas de Gatineau e de Ottawa. Muitas delas atendem sem hora marcada, é só ligar antes e confirmar.

E sobre Isabella? Bem, ela tem uma pediatra, e é nessa clínica que ela toma suas vacinas e faz seu acompanhamento médico. Só que aqui é preciso esquecer do modelo pediatra-psicólogo-amigo-companheiro que tem no Brasil. Aqui pediatra é para assuntos graves e as consultas são rápidas e restritas somente a problemas de saúde. Se a criança está saudável, não é o pediatra quem vai dar conselhos sobre sono, alimentação e comportamento. Na verdade, quando tivermos um médico de família, o mais provável é que ele assuma o histórico dela também, mas, como prefiro que ela continue sendo acompanhada lá por enquanto, vamos levando.
Felizmente esse é um assunto que vai ficar faltando continuação. Quando encontrarmos um médico de família, volto para contar minhas impressões!

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1 ano de Canadá - Carreira

>> 29 de julho de 2011

Seguindo a linha dos posts temáticos de um ano, hoje é dia de falar sobre carreira. Pffffffffffff! Eu devo ser a pessoa com menos autoridade para comentar o assunto, já que neste momento mãe, ainda não trabalhei formalmente aqui, só continuo mantendo alguns freelas no Brasil. De qualquer forma, vamos às curtas:

- Para quem é de TI aparentemente trabalho por aqui é menos complicado. Há vagas e não é preciso validar diploma ou fazer parte de algum órgão de classe para trabalhar. O que conta é o currículo e experiência. Ainda bem que o marido está enquadrado nessa categoria, porque alguém precisa garantir o leitinho das crianças, néam?

- Para os profissionais de outras áreas, penso que todo mundo pode encontrar seu espaço. Para alguns é mais simples, para outros o caminho pode ser longo (principalmente área de saúde e engenharias). Mas conhecendo alguns brasileiros aqui, eu vejo que aos poucos todo mundo vai se virando, mesmo que isso envolva mudar de carreira.

- Além de um bom currículo, o que faz a diferença na hora de procurar emprego? Idioma e experiência canadense. Mas como é que quem acaba de chegar consegue experiência canadense? Trabalho voluntário e estágios por meio das agências de apoio são um bom começo.

- E quanto a mim? Para ser bem sincera, não tenho a menor ideia do que vou fazer. Eu já passei muito tempo em um emprego que não gostava e não quero cair nessa mesma cilada. Então, estou quebrando a cabeça para fazer algo que me deixe realizada, e que ainda me permita ser a mãe que eu quero ser. Dilema da mulher moderna, certo? Bem, com certeza quando me encontrar escancaro o resultado para todo mundo por aqui. Torçam por mim!

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1 ano de Canadá - Idioma

>> 28 de julho de 2011

Quando morava no Brasil tive um professor que era bilíngue: filho de um inglês com uma francesa, nascido na Inglaterra. Ele estava no Brasil há apenas alguns meses e, diante da dificuldade em aprender português,  não cansava me dizer que o que faz a diferença na adaptação de um imigrante é o domínio do idioma local. Eu já concordava bastante, mas depois de um ano morando aqui, isso faz ainda mais sentido.

Moramos em uma cidade oficialmente francófona, mas é muito fácil encontrar pessoas falando inglês nas ruas. No comércio, se você engasga no francês o atendente já emenda o inglês para ver se funciona. Além disso, cruzando a ponte estamos em Ottawa, e aí é inglês para todo lado. E daí que eu nunca escondi que adoro inglês e não tenho nenhuma dificuldade com o idioma de Shakspeare. Já com o francês... A coisa é bem menos natural porque comecei a estudar quando decidimos imigrar. Por isso, às vezes me dá uma enorme preguiça de falar francês, preciso confessar. A igreja que frequentamos é em inglês, os amigos canadenses são de Ottawa. O saldo é que acabo ficando na minha zona de conforto e usando muito mais o inglês no dia a dia do que o francês. Com isso acabo me sentindo muito mais "adaptada" em tudo o que envolva inglês do que francês.

Veja bem, não estou dizendo que não fale francês. Estudamos no Brasil, fiz FEL lá, francisação aqui, e depois de um ano, não tem mesmo como não falar. Mas meu francês está muito longe de ser fluente. É funcional, suficiente para morar aqui, mas para mim não serve... Então depois desse tempo aqui acho que tudo vai bem no inglês e é ótimo ficar tão confortável nesse idioma, mas meu objetivo agora é melhorar o francês. Até porque está chegando a hora de procurar emprego e um bom francês faz toda a diferença!

Se puder deixar um conselho para quem vem para cá, digo para estudar o máximo que puder. Não estou falando de fazer cursos de idiomas, porque dá para aprender algo só até um certo nível, mas tentar levar a coisa para um lado mais prático: assistir filmes sem legenda, ouvir podcasts, ler revistas e jornais locais. Tudo isso ajuda a conhecer melhor a língua e cultura local. Eu garanto que vai facilitar muito a vida no futuro. E da minha parte, espero que quando estiver fazendo uma avaliação dos meus dois anos de Canadá, o francês esteja bem mais desenrolado!

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1 ano de Canadá - Clima

>> 27 de julho de 2011

Com apenas um ano morando aqui, sei que não posso afirmar nada categoricamente, já que as estações podem mudar bastante de um ano para o outro. Mas posso dizer o quanto fico impressionada com as diferenças climáticas e em como um lugar se transformar tanto em tão pouco tempo.

Verão: quem disse que essa é a terra do frio? Esse é meu segundo verão aqui e as ondas de calor são insuportáveis! Ainda bem que este ano temos ar condicionado... O verão é também a estação das férias, dos festivais, de passar o dia todo na rua. É uma animação coletiva contagiante e todo mundo quer mais é aproveitar enquanto dá para usar sandálias, vestidos e bermudas. É também o tempo dos mosquitos (enormes!), tempo de acampar e aproveitar as piscinas, parques aquáticos e churrascos, muitos churrascos!

Outono: aqui as temperaturas começam a baixar, mas ainda é algo bem agradável. Essa é a época em que as folhas vão se colorindo em tons de vermelho, laranja, marrom e amarelo e é algo lindo demais de se ver (pena que dura tão pouco!). Aqui é tempo de se preparar para o inverno. No ano passado, a primeira neve caiu no final de outubro.

Inverno: preciso confessar que cheguei aqui assustadíssima com o inverno. Eu não sabia muito bem o que esperar, mas achava que podia morrer congelada em um dia qualquer. Bem, essa possibilidade até existe para quem não se veste adequadamente, mas achei a coisa toda bem suportável. E olha que estava no terceiro trimestre de gravidez e ainda tive uma queda por conta de uma poça de gelo na rua... Mas nunca vou me esquecer da sensação de sentir a neve no rosto pela primeira vez, de sentir a textura de um punhado nas mãos, de "ouvir" o som de calmaria quando está nevando. Hoje tudo ficou comum, mas são momentos que vou guardar para sempre! Por outro lado, acho que o inverno tem dois contras: os dias são muito curtos e o frio dura tempo demais. Para evitar a Cabin Fever, melhor é aproveitar as atividades e festivais de inverno. Esse ano acho que vou poder experimentar coisas novas, já que a logística do barrigão não ajudou muito no ano passado.

Primavera: a estação mais linda de todas! O começo é meio feioso, já que pelo menos neste ano ainda tinha neve suja nas ruas, mas passados alguns dias é muito bonito e agradável ver as ruas repletas de flores, as árvores se enchendo de folhas da noite para o dia com um colorido de verde bem vivo e, principalmente, ver a alegria das pessoas em dar adeus ao longo inverno. É tempo de spring cleaning, tempo de guardar os casacos e preparar os jardins, tempo de tirar as bicicletas e conversíveis das garagens, e tempo de aproveitar os dias que voltam a ficar mais longos!

E vocês, têm alguma estação preferida?

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1 ano de Canadá

>> 26 de julho de 2011

No domingo (24) completamos um ano morando para os lados do norte (abafa o atraso de dois dias para esse post sair...). UM ANO de Canadá! Há 365 (367?) dias atrás chegávamos no aeroporto de Ottawa exaustos, com seis malas, um cachorro e um neném na barriga... Pois bem, quatro estações depois, aqui estamos, com uma menininha linda e esperta, uma cachorrinha aproveitando o verão, e muitas histórias para contar. Umas felizes, outras nem tanto, mas o que interessa é que até aqui o nosso saldo tem sido imensamente positivo. Da minha parte posso dizer que acertamos em nossa decisão e temos sido muito abençoados por Deus durante todo esse processo. Gosto da cidade que escolhemos para viver, temos conhecido bons amigos aqui e a cada dia estou mais certa que, pelo menos por enquanto, este é o nosso lugar. Sei que ainda temos um longo caminho pela frente e se tem uma coisa que aprendi durante esse ano que passou é que são as provações que nos fortalecem... Então, bring it on (canadian tire style)!

Bem, para tornar esse balanço um pouco menos subjetivo, decidi publicar alguns posts temáticos ao longo dessa semana com minhas opiniões sobre: clima, idioma, carreira, saúde, maternidade e qualidade de vida. Até mais!

 Grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso estamos alegres. Salmo 126:4

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Ordem no caos

>> 22 de julho de 2011

Aos pouquinhos estou tentando reorganizar o blog, que desde o nascimento da Isabella anda um tanto abandonado, com bem menos postagens do que eu gostaria. E o pior é que assunto não falta, mas nesse momento mãe-dona de casa-esposa-trabalhadora freelancer tudo é uma questão de prioridades... Ok, um dia chego lá!

Uma das coisas que decidi mudar por aqui para simplificar a vida é a forma de resposta aos comentários. Eu sempre optei por responder um a um via e-mail ou blog. A questão é que isso leva um tempo enorme e ultimamente eu não tenho conseguido responder aos comentários, o que me parece uma grande falta de educação. Então a partir de agora (e das últimas postagens com respostas atrasadas), os comentários serão respondidos no próprio blog #gratapelacompreensao.

Também estou tentando organizar a página de links, que está bem desatualizada. Então se você gostaria que seu blog/página/espaço apareça por aqui, é só deixar um comentário, ok? Se for algo relacionado ao Canadá, não esqueça de dizer a cidade onde está ou pretende ir. Se for sobre maternidade, basta dizer se é mãe ou treinante. E se for sobre qualquer outro assunto, apresente-se!

Por hoje é só, porque eu ainda tenho uns trabalhos para terminar e um final de semana de verão inteirinho para aproveitar. Bom sábado!

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Momento cute do dia





Suami Shop via Super Cute Kawaii

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Ai que calor!

>> 21 de julho de 2011

O verão por aqui tem sido uma delícia. Temos aproveitado bastante o tempo bom e as semanas tem sido repletas de atividades. Mas agora, uma onda de calor invadiu as terras do norte... Pensem em um calor absurdo? Hoje provavelmente será o dia mais quente do ano, com temperatura de 36 graus à tarde e sensação térmica chegando a 47! Neste momento temos 28 graus, com sensação de 37. Como o tempo é bem úmido, é um calor bem diferente do que eu estava acostumada. Mas vamos que vamos, se sobreviver ao final da semana eu conto! Bateu até uma saudadinha do montão de neve...

Mais informações sobre a onda de calor (heat wave / canicule) aqui.

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Coisas do Canadá II

>> 8 de julho de 2011

Mais uma rodada das coisas curiosas que observo por aqui...

- Eu não sei se é o solo, se é a preferência dos canadenses, ou se são os agrotóxicos, mas pensem em uma terra onde tudo é mais doce? O milho, a cenoura, a beterraba, o morango, o pimentão, todos tem um sabor bem mais adocicado. E daí que eu já andei até adaptando as receitas na cozinha, porque ninguém precisa de todo esse açúcar na vida, certo?

- Acho que todo canadense nasce com uma bússola imbutida no cérebro. Quem me conhece sabe que minha orientação espacial é nula e lá venho eu parar numa terra onde todo mundo dá direções falando sobre leste, oeste, norte, sul... Peça para qualquer criança apontar para que lado é o norte e ela nem precisa pensar. Peça para mim e, bem, para isso serve o GPS!

- Como fica a decoração em um país de clima tão frio durante uns bons meses do ano? Oras, para isso servem as flores de plástico! Elas são mania nacional e estão nos restaurantes, nos hoteis, nos centros comerciais... Até coqueiro artificial eu já vi por aqui. No começo achava tudo muito brega, porque no Brasil tropical temos flores naturais o ano todo com relativa facilidade. Mas depois entendi... É meio inviável manter flores por aqui durante o inverno (e boa parte do outono também). Então já virou algo meio cultural, não há como passar por algum lugar reparar nelas... O supra-sumo do requinte decorativo #not.

- Quem mora por aqui já sabe: todo mundo tira o sapato antes de entrar em casa. Esse era um costume que já tínhamos no Brasil e aqui funciona muito bem (independente da estação). No inverno há um motivo simples: é inviável entrar com a bota suja de neve e sal. Nas outras estações, é uma força para manter a casa limpa, já que o lema por aqui é praticidade e há muito mais coisas interessantes a serem feitas na vida do que ficar limpando a casa o tempo todo.

- Aliás, o próximo costume também está relacionado ao inverno: o povo por aqui tem mania de carpete, principalmente nos quartos, escada e basement. É assim para ninguém ficar pisando no chão frio durante o inverno, mas pessoalmente, acho carpete algo muito pouco higiênico... Tudo bem que aqui vendem todo tipo de produto de limpeza para garantir que o carpete fique limpo. Acho que até deve funcionar, porque, até onde sei, ninguém aqui sofre de mais problemas respiratórios por causa disso. Mas ainda acho estranho...

- Todo mundo já sabe que aqui, assim como em vários outros países, não há ralo nos banheiros. Mas e a falta de lâmpada no teto dos quartos e sala? Todo mundo usa luminárias de chão. Por que será? Eu já perguntei para alguns canadenses e eles não souberam me dizer a resposta...

- No geral as casas e apartamentos são bastante espaçosos, mas não se assuste de encontrar a lavadora e secadora de roupas dentro do banheiro ou no corredor do andar de cima da casa. E funciona muito bem!

- Quando estava grávida e fui comprar coisas para o enxoval é que aprendi essa: aqui é bastante comum dar banho nos recém nascidos na pia do banheiro ou da cozinha, já que as torneiras aqui sempre tem água quente. Tem até uns acessórios para ajudar nessa tarefa, mas a minha cabecinha sul-americana não se acostumou muito bem com essa ideia. Então Isabella sempre tomou banhos diários (o que também não é regra por aqui) e na banheira dela!

E vocês, conseguem lembrar de mais alguma particularidade das terras do norte?

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Clipping ::::: Why it’s the best time ever to be a Canadian

A edição desta semana da Macleans (algo como a Veja daqui, em uma comparação grosseira) trouxe uma série de reportagens especiais em comemoração ao Canada Day. Uma delas lista dez motivos pelos quais o Canadá, que acaba de completar 144 anos, está em um excelente momento. Para quem não quiser ler todos os dez, vá direto para o item dois, que fala sobre como o país atrai os melhores imigrantes e dá oportunidades para que todos possam encontrar um lugar ao sol. Eu sei que aqui não é o paraíso e ainda há muitos desafios a serem superados quando o assunto é imigração. Mas devo concordar com a reportagem: o Canadá certamente tenta acolher muito bem os que chegam, até porque o país precisa muito dos imigrantes (e dos filhos deles nascidos aqui). Boa leitura!

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Ça m'a fait sourire

>> 5 de julho de 2011


neither how to play soccer...
[daqui]

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Onde encontrar comidas da terrinha em Gatineau

>> 4 de julho de 2011

Depois de quase um ano morando aqui, meus hábitos alimentares passaram por algumas mudanças. A variedade de sabores é imensa e aos poucos vamos descobrindo novos gostos e preferências. Mas de vez em quando bate uma saudade de algumas coisas são bem típicas do Brasil e não tão comuns por aqui. Então deixo listados aqui embaixo o que já encontramos e onde - endereços e telefones estão nos links:

Boulangerie Lusa: essa é uma pequena padaria portuguesa que fica em Hull. Lá tem o que considero mais próximo de um pão francês (que também vende no Costco por sinal) e alguns outros produtinhos bem típicos, como Neston (Nestum), suco de maracujá, guaraná Antártica, queijo tipo frescal, bolinho de bacalhau, bacalhau salgado, mistura para pão de queijo e farinha de mandioca.

Mario's Food Centre: esse mercadinho fica em Ottawa, é um pouco maior, tem tudo o que tem na Lusa, mas com mais variedade. Foi lá que encontrei água de côco da Sococo para matar meu único desejo de grávida (as daqui me parecem pasteurizadas e tem um gosto meio estranho).

Marché Tropical Soko: esse descobri meio que por acaso, mas estava fechado. A única coisa que vi pela vitrine que me interessou foi Leite Ninho (que aqui chama-se Nido).

Mercado Latino: fica no Vanier em Ottawa e vende produtos alimentícios da América do Sul em geral. Tem algumas coisas bem gostosinhas.

Marché Brasil: como mercado infelizmente não funciona mais, mas eles mantém o cardápio de congelados com pão de queijo, quibe, lasanha e outras coisinhas mais.

Super C, Loblaws, Farmboy e Maxi: não se enganem, dá para achar bastante coisa nesses supermercados. Mandioca, maracujá, trigo para quibe, suco de maracujá e lichia, água de côco, Neston, leite condensado, creme de leite, batata palha, tudo isso já encontrei em mercados comuns por aqui.

Em resumo, hoje não sinto falta de quase nada... É incrível como vamos nos adaptando e as coisas mudam em tão pouco tempo. Mas ainda estou na saga em busca de uma boa picanha, que dizem que tem no Farmboy e no Costco como peça inteira, mas ainda não achamos.

E vocês, tem mais alguma sugestão de bons mercadinhos aqui pela região? Se tiverem, deixem nos comentários!

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Boas notícias enfim!

Obrigada por todos os comentários, orações e palavras de ânimo sobre a situação da Isabella. Entrei em contato com o ortopedista e para resumir a história, seu exame havia sido trocado. O radiologista manteve seu laudo, reavaliou a situação e foi constatado que ela está bem! O tratamento funcionou e agora ela continuará usando o harness apenas como precaução até a próxima consulta, que será quando ela tiver seis meses. Estou MUITO FELIZ, aliviada e grata a Deus por tudo ter se resolvido. Mais uma vez, obrigada a todos pelo carinho!

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Doze semanas depois...

>> 28 de junho de 2011

Há quase três meses atrás Isabella foi diagnosticada com displasia no quadril, eu eu abri meu coração aqui contando o quanto foi duro sair do hospital e ver minha florzinha usando aquele suspensório (que carinhosamente apelidei de Pavvy), cheia de dúvidas e sem saber o que nos aguardava. Pois bem, o médico prescreveu o uso do suspensório durante doze semanas, completas hoje. De lá para cá muita água rolou, eu pesquisei bastante sobre o assunto, nos adaptamos com o uso do acessório e seguimos firmes no tratamento.

Voltamos hoje ao CHEO para repetir a ultrassonografia e em seguida consultarmos com o ortopedista. Isabella foi uma mocinha no exame. Não deu trabalho nenhum e foi tudo bem tranquilo. No final, perguntei ao radiologista qual era o laudo. Ele me disse que o quadril dela estava ótimo e que os ângulos que avaliam o encaixe da cabeça do fêmur na bacia estavam normais. Saí de lá bem contente e seguimos para a consulta. Bem, mas tudo tem um mas... Durante a consulta o ortopedista me explicou que não concordava com o laudo do radiologista e que a interpretação dele do exame era outra. Para ele o quadro dela permanece IGUAL, sem nenhuma melhora. Ele deixou uma mensagem para o radiologista para que eles pudessem discutir o laudo e enquanto isso a prescrição dele é que ela use o suspensório por mais oito semanas...

Desta vez o marido estava no trabalho então não tinha ninguém comigo para me ajudar a catar os meus caquinhos diante dessa confusão. Eu vou entrar em contato com ele novamente semana que vem para saber o que deu nessa conversa com o radiologista e para entender se houve engano ou erro da parte dele.

Nessa hora eu fiquei pensando que seria mais fácil estar no Brasil (vejam só!), procurar um outro ortopedista e pedir uma segunda opinião... Ou simplesmente repetir o exame com outro radiologista. Ou procurar outras opções de tratamento, já que até agora parece que não adiantou nada usar o harness! Mas, infelizmente isso não é possível. Então, nos resta esperar. Esperar pela semana que vem para ver o que o médico concluiu e esperar mais oito semanas para então fazer mais exames... Lógico que muitas dúvidas povoam minha cabeça nessas horas. Mas agora é aguardar as cenas dos próximos capítulos! E eu sigo aqui com a minha pequena cada dia mais linda e arteira, querendo brincar o tempo todo, mas meio limitada pelo uso do miserável suspensório. Vamos lá, vivendo um dia de cada vez...

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TFI - Test de Français International

>> 20 de junho de 2011

Sábado foi o dia de fazer o TFI, que, como tinha comentado, foi oferecido gratuitamente pelo MICC aos ex-alunos da francisação. Por alguma razão eu achava que o teste, que estava marcado para 10h, começaria às 13h, o que me obrigou a correr enlouquecidamente e chegar totalmente esbaforida para o exame. Ainda bem que ainda assim consegui chegar a tempo! De qualquer forma, acho que posso passar minhas impressões de uma forma relativamente impessoal para ajudar outros futuros candidatos.

Ao contrário dos outros testes de idiomas que fiz, dessa vez não tive tempo e nem energia para estudar, fazer simulados e pesquisar muito sobre o exame. Ainda assim, não achei as questões difíceis. O que pega é que a prova é longa (180 questões) e o tempo é bem curto (1h50), então acaba sendo bem cansativo. O teste é dividido em duas partes: a primeira é de compreensão auditiva e a segunda é a parte de leitura. Todas as questões são de múltipla escolha e não há teste oral. Como bem disse o aplicador do nosso teste, há questões muito fáceis no início, de nível intermediário, difíceis, e impossíveis no final rs...

Compreensão auditiva
As primeiras quarenta questões têm apenas três opções de escolha e são relativamente simples, para responder uma pergunta sobre o que foi ouvido. Nessas não há enunciado e nem nada escrito no livro de prova, é só marcar as respostas direto. As seguintes vão complicando e no fim ouve-se um diálogo ou texto longo pra responder duas ou três questões seguintes. Sugestão: sempre que o tempo der, ler o enunciado e as questões antes de ouvir o texto. O teste é corrido, não há pausa. Ouve-se o texto de uma questão, marca-se a resposta e em seguida já é liberado o áudio da questão seguinte. Então, ajuda muito tentar ler o enunciado e as alternativas antes de ouvir o áudio, para já saber procurar a resposta. Atenção: nem todas as respostas são óbvias, na verdade a maioria delas é de interpretação acerca do que foi dito.

Leitura
Aqui há também tipos diferentes de questões. A primeira parte é para encontrar o erro em frases ou pequenos parágrafos. A seguir entra a parte de interpretação. São dados textos, cartas, anúncios ou mensagens para responder uma, duas ou três perguntas. A atenção ao tempo é fundamental já que há menos de um minuto para responder cada questão. Aqui há uma coisa que teria feito diferente: eu começaria a prova pela parte de interpretação de texto para depois seguir para a correção dos erros gramaticais. Acho que assim ia aquecendo o francês e ficaria mais fácil identificar os erros nos textos depois.

Agora é aguardar o resultado, que só sai em meados de agosto. Seja lá qual for o meu score, foi um bom exercício, mesmo que depois pense em repetir o teste!

Links oficiais

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Notícias Aleatórias

>> 11 de junho de 2011

- Estou indo passar uns dias no Brasil no final de agosto. O marido fica por causa do trabalho e vai ter a Pucca como companhia. Iremos eu Isabella, as malas, o carrinho, o car seat e toda a tranqueira que um bebê envolve. Estou bastante animada porque (1) quase ninguém da família conhece nossa fofurinha, (2) vai ser uma delícia rever a família e os amigos e (3) depois de mais de um ano fora, estou curiosa para ver como vai ser pisar na terrinha de novo. Marquei a viagem nessa data porque vou ser madrinha de uma amiga muito especial, então vai ser uma época de muitas comemorações!

- Eu sei que é lugar comum falar do tempo no Canadá e não é novidade para quem já está aqui há algumas estações, mas eu tenho achado maravilhoso acompanhar de perto essas mundaças climáticas tão definidas. Adorei o outono, achei o inverno branquinho lindo (mas quando acabou já foi tarde) e a primavera foi fantástica com tanta explosão de cores. Agora vem chegando o verão e já tivemos amostra do calor que nos aguarda. Não há monotonia por aqui!

- Os ex-alunos da francisação presencial foram convidados a fazer gratuitamente um teste de francês chamado TFI (que na verdade custa $80). Não sei se é a primeira vez que o governo subsidia essa prova e nem se será algo recorrente, mas para quem termina o curso é interessante pensar nessa possibilidade. É um plus a mais no currículo e é uma forma "oficial" de atestar o nível de francês, principalmente para quem pensa em trabalhar no governo. Eu já fiz DELE, IELTS e TCF-Q, então fiquei bem feliz com a oportunidade. Espero conseguir estudar e ter uma boa pontuação. Veremos...

- O dia dos pais aqui é comemorado no terceiro domingo de junho. Esse vai ser o primeiro dia dos pais do Flávio e meu primeiro dia dos pais longe do meu. O presente do maridão ja está garantido e espero que possamos fazer algo especial nessa data. Mas eu tenho passado os últimos tempos meio melancólica e pensando nesse ano que passei longe do meu pai, e em todos os anos que ele esteve doente e mal pode acompanhar o quando nossas vidas mudaram nesse período. Eu sei que ele seria o primeiro a incentivar a nossa mudança, sei que ele se alegraria imensamente com a chegada da netinha e que ia vibrar quando a segurasse no colo pela primeira vez. Mas hoje ele está lá, na cama e é só um flash do grande homem de já foi. Dói muito. E mais que isso, a saudade é grande demais.

- Assim como na época de pesquisas para o processo de imigração eu reuni bastante informação e publicava tudo por aqui, tenho lido muito sobre maternidade e tenho bastante para compartilhar sobre a realidade materna aqui no Canadá. Eu sei que esse blog não é exclusivamente sobre isso, mas há interesse? As coisas foram mudando tanto ao longo dos últimos meses que eu nem sei mais qual é o perfil de quem acompanha o blog. Se houver interesse eu crio uma seção nova para ir publicando meus achados.

- Por falar em maternidade, obrigada por todas as dicas sobre o soninho da Isabella, é sempre bom ouvir conselhos e ter apoio de quem já passou por isso. Temos a nossa rotina por aqui e sei que eventualmente as coisas acabam se ajeitando. Pode deixar que quando eu conseguir dormir uma noite inteira eu volto aqui para contar e comemorar!

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A mãe, a culpa e os parabéns

>> 10 de junho de 2011

E daí que depois de escrever o post de ontem fiquei me sentindo a mais culpada das criaturas. Ontem foi dia de vacina (aquelas agulhas enormes, uma em cada perninha) e hoje a pequenina completa quatro meses. E isso lá era hora de ficar reclamando? É... não é que mãe e culpa parecem andar juntas? Não, ela não dormiu a noite toda, sim eu continuo super cansada. Mas não podia deixar de fazer uns bolinhos para comemorar mais um mês do nascimento da minha florzinha que ilumina meus dias! Delícia!


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Help!

>> 9 de junho de 2011

Warning: post desabafo do tipo inútil e mal-humorado, pode pular se não estiver a fim...

Depois de mais uma noite insone hoje eu tenho certeza que meu nível de cansaço chegou ao limite. Nem mesmo na época do mestrado, trabalhando, dando aula, estudando inglês e francês eu me lembro de sentir tanto cansaço. O fato é que dormir é uma necessidade básica e fazem quase quatro meses que não durmo uma noite inteira... Quase quatro meses! Eu sou uma dorminhoca de carteirinha e sinto que meu cérebro está pifando. Minhas ideias não funcionam mais, eu não tenho ânimo para escrever, para ler, para estudar, para nada... Para completar, durante o dia não consigo dormir, as sonequinhas dela são muito curtas e há tudo para ser feito na casa, além dos trabalhos freela que eu ainda tenho no Brasil. Comofas?!

Eu sei que há luz no fim do túnel e que ela vai dormir uma noite inteira algum dia. Eu sei que quase todas as mães já passaram por isso. Eu já sei de quase todas as teorias sobre sono de bebês, já li tudo o que podia e já tirei minhas conclusões. Eu não vou deixá-la chorando, não vou testar uma técnica nova a cada semana e não vou colocá-la para dormir na minha cama. Eu sei que no fim preciso ter paciência, tentar descansar sempre que puder e entender que isso faz parte do pacote maternidade. Mas gente, isso é desumano! Então vamos dar as mãos e torcer por uma noite de sono decente? E você que vai dormir a noite inteiriiiiiiiiiinha na sua caminha essa noite, valorize MUITO o que você tem. Eu eu sigo aqui esperando quando vou ter meu merecido sono de volta! Ai...


Visualizem essa mãe panda fofa. Eu sou a própria, com olheiras chegando nas bochechas. Dignidade zero!


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Update: depois que escrevi esse post Bebellinda acordou da sua sonequinha. Fui lá no berço e ela me deu aquele sorriso banguela ... Tem mal humor que resista?

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Da Bella e da Pucca

>> 4 de junho de 2011

A Pucca é a nossa cachorrinha que veio conosco do Brasil para viver aqui no Canadá. Até agora ela odiou o inverno mas adorou os esquilos e a quantidade de parques por aqui e no fim consideramos sua adaptação bastante positiva. Nunca cogitamos a possibilidade de deixá-la para trás porque ela é mesmo parte da família. É uma cachorrinha muito amada e, apesar de não considerá-la como filha #cadaumnoseuquadrado, sempre ficava pensando em como seria a situação depois que a Isabella nascesse. Pois bem, Isabella já tem quase quatro meses e fico feliz em dizer que (quase) nada mudou. Da parte dela, rola todo um cuidado com relação à Bebella, como se ela soubesse que é um bebezinho e não dá para arriscar brincadeiras ainda. Muito fofa! Do lado da Bebellinda a Pucca é um brinquedo muito curioso e interativo, mas ela ainda é muito pequena para querer brincar ou pegar. A única parte que mudou foi meu tempo. Antes a Pucca tinha acesso à colo e cafuné quando quisesse e agora eu ando tão cansada quem anda querendo colo sou eu... Quando Isabella crescer um pouco mais nossa dinâmica volta ao normal. Mas fico feliz em saber que apesar de tanta mudança, ela tem levado tudo muito bem!

Claro que esse comportamento não veio de graça. Tentamos não mexer muito na rotina da Pucca e tento associar os momentos de cuidado com a Isabella à bons momentos para ela também. Inserimos ela nos nossos programas sempre que possível e com a primavera somos sempre três nos passeios de carrinho. Ela aprendeu rápido à desviar das rodinhas, anda ao meu lado e adora as longas caminhadas. Quando estava na maternidade o Flávio também trouxe um paninho da Isabella para que ela reconhecesse o cheiro antes mesmo dela chegar aqui. E hoje, depois que Isabella dorme, ela volta a ter meu colo e o tempo que tem direito!

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Mon arbre à moi

>> 1 de junho de 2011

Quando estava grávida tinha comentado sobre este programa do governo que doa uma mudinha de árvore para cada criança nascida no Québec. Pois bem, retiramos uma muda de carvalho vermelho e essa semana foi a vez de plantá-la. O local escolhido foi um dos parques aqui do nosso bairro, onde sempre levamos Isabella nos passeios de carrinho. Assim fica mais fácil para cuidarmos da plantinha e podemos contar para ela a história da árvore. Agora as duas crescem juntas!

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Semaine de Gatineau

Se Isabella não estivesse quase acordando, juro que fazia um release traduzido e publicava aqui. Mas tempo hoje para mim virou artigo de luxo, então o resumo é: se você mora ou está passeando pela cidade por esses dias, vale a pena conferir a programação da Semana de Gatineau. Há várias atividades programadas, todas gratuitas. Eu gostei particularmente da parte de venda de livros usados por quilo ($2.50!) e das festas para a família no Lac Leamy e no setor de Aylmer... Acho que já falei, mas a cada dia eu gosto mais dessa cidade!


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Da saga do nome - parte II

>> 29 de maio de 2011

Continuando o post anterior, tentem acompanhar: a mamãe do nome complicado engravidou e o casal passou um bom tempo pensando em como seria o sobrenome da filhota, já pensando em simplificar a vida da criança aqui. Se estivéssemos no Brasil era fácil, o último sobrenome da mãe, mais o último sobrenome do pai. Mas lembrando, a mamãe aqui chama-se Patricia Fulana de Tal. Papai chama-se Flávio Beltrano Sicrano. Escolhemos Isabella Tal Sicrana para a filha. Só que aqui no Québec, para colocar dois sobrenomes é preciso uni-los com um hífen. Então, acompanhem, o nome dela ficaria Isabella Tal-Sicrana. Seria simples, teria um pedaço da mamãe e do papai e estaria seguindo a convenção local, certo? Não mesmo! Quando recebemos a papelada e os primeiros documentos da filhotinha, o nome dela aparece Isabella De Tal-Sicrana. Assim mesmo, com o DE como sobrenome, com maiúscula e tudo. De onde veio isso? Depois de algumas ligações conseguimos descobrir que para o Québec não é possível tirar o "de" do sobrenome da mamãe. E que sim, ele é escrito De, como se a pequena Isabella tivesse criando toda uma nova dinastia e fizesse parte da família dos De. Long story short, depois de muita reclamação, para mudar isso, só entrando com um processo, aguardando uns quatro meses e pagando uns quatrocentos dólares. E nem é certeza que autorizariam.

Por fim, também fiquei sabendo que pelas bandas de cá, quando é o caso de colocar dois sobrenomes, pegam o primeiro e não o último. Então no caso dela o normal seria Isabella Fulana-Beltrana. Bem, agora já foi... Eu estou programando uma viagem para o Brasil e não daria tempo de pensar nisso, já que ela mesmo tão pequenininha tem dois passaportes para tirar e mais um monte de papelada para organizar. Agora a dúvida fica é quando for o segundo (caaaaaaaaaalma que ainda demora)... Preservamos a dinastia dos De ou colocamos um sobrenome diferente?

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Da saga do nome - parte I

Meu nome é Patricia Fulana de Tal. Já o marido é Flávio Beltrano Sicrano. Seguindo as convenções brasileiras, quando me casei meu nome passou a ser Patricia Fulana de Tal Sicrana. Eu sei, um nome enorme, mas é o que acontece por lá. Pois bem, processo de imigração rolando, mudança, hora de solicitar aquela leva enorme de documentos que os recém-chegados conhecem bem. O problema é que aqui as pessoas tem UM sobrenome ou no máximo DOIS. E cada orgão do governo (federal e provincial) lidou com meu freak name de um jeito diferente. É lindo de ver, porque em cada cartão sou uma pessoa diferente, já que o nome completo é longo demais para caber em qualquer opção de espaço padrão. Claro que isso vai dar algum problema alguma hora e eu vou ter que reunir muita paciência para escolher um nome e padronizar tudo, mas, qual? Para Québec o que vale é o nome de solteira da minha mãe. Para o lado federal tanto faz. Mas para nenhum dos dois o sobrenome do marido conta muito, pois para eles vale mais o nome de registro no nascimento. Aliás, aqui no Québec não é mais possível mudar o sobrenome por causa do casamento.

Quando fizemos o imposto de renda daqui a contadora nos disse que o ideal seria escolher um dos sobrenomes, ir até um Service Canada, justificar e solicitar a mudança. Depois, para a parte de Québec, abrir um processo e fazer o mesmo. Não estarei mudando meu registro, passaporte, nem nada assim, mas será um jeito de garantir que em todos os documentos meu nome tenha uma versão curta que seja sempre idêntica. Então, para quem vem, fique atento. Existe uma janela mágica de oportunidade para evitar esse drama: quando vamos fazer todos os registros podemos pedir para perguntar como vai ficar o nosso nome. Sugestão? Mantenham o nome de solteira da mãe e esqueçam o de casada (sugestão válida principalmente para quem mora em Québec). Vai simplificar muito a vida, vai por mim!

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Momento cute do dia

>> 17 de maio de 2011

Tenho pensado nisso enquanto decido o que fazer da minha vida profissional quando voltar a trabalhar... No que será que isso vai dar?

Art print de Letterhappy (adorei a loja inteira!)

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Li em um blog

>> 10 de maio de 2011

Nossa, quanto tempo não separava uns links para publicar aqui! Bem, aí vai minha seleção do que andei lendo por aí nos últimos tempos:

Guia Ottawa - a Mirella do Mikix preparou uma série de posts excelentes sobre as atrações da região. Para ler, guardar e programar a viagem!
Canadá - o paraíso dos programas de fidelidade - mais um ótimo post informativo da Lu Patinadora sobre um aspecto importante da cultura local. Minha carteira já está cheia desses cartões mas eu nem me importo - os benefícios compensam!
Café au Lait - para quem mora em Québec, principalmente na região de Montréal, essa é uma boa alternativa para ficar informado sobre promoções, lugares, lojas e mais para se fazer e aproveitar por aqui.
Smart Canucks - acho que já falei sobre esse assunto, mas não custa repetir: esse é um dos sites que juntam milhares de informações sobre descontos, cupons, amostras grátis e promoções em todo o Canadá. Gosto muito dele e do Bargain Moose. Boas compras!
Chiots Nordiques - o Alexandre do J'arrive Québec divulga uma iniciativa interessante em Montréal, para resgatar e promover a adoção de cães abandonados nas reservas indígenas do norte do Québec.
Escolhendo a escola dos pequenos antes de chegar no Canadá - vale a pena passar no blog da Paola para conhecer um site que apresenta rankings com todas as escolas do país, de acordo com cidades, bairros e regiões.
Chegar com os pés no chao: Saude - o Nelson escreveu um texto com uma visão bem realista sobre o que esperar do sistema público de saúde aqui. Leitura obrigatória!
Ma Garderie / Daycare Bear- uma boa ferramenta para quem está procurando vagas nas garderies ou daycare providers no Canadá. Eles publicam informações detalhadas sobre os estabelecimentos, divulgam vagas disponíveis e tem também um fórum para os pais trocarem informações e experiências.

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Esta seção é uma seleção de posts e dicas úteis que leio por aí. Para ver os links anteriores é só dar uma conferida neste marcador.

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Bebellices

Hoje Isabella completa três meses. Uau! Minha bebezinha está crescendo rápido e no alto de sua extensa vidinha, cada dia nos mostra mais de sua personalidade e cada dia mostra novas conquistas!

- É extremamente curiosa. Sempre foi. É sempre o primeiro comentário que recebemos dos amigos canadenses aqui (She's so alert!), seguido pela observação quanto ao cabelinho (wow, she has a lot of hair!). Gosta de olhar tudo, vira para descobrir de onde vem o som que ouve e faz uma cara de indagação muto engraçada quando não entende o que está acontecendo (que acontece muito, já que tudo é novidade).
- Descobriu as mãos e tenta descoordenadamente pegar aquilo que interessa para levar na boca.
- Está babando bastante e adora comer tecidos. Qualquer um... Seja do babador, da manta, da fralda, e até da minha blusa se eu der bobeira. Seriam sinais de dentes?
- Não gosta de ficar deitada muito tempo se estiver acordada. Prefere o colo de alguém  ou a cadeirinha para ter uma visão melhor das coisas (curiosa, lembram?).
- Está conversando bastante do jeitinho dela. Já fala todas as vogais e um monte de sons que só ela sabe fazer.
- É também uma menininha bem sensível e expressiva. Chora sentida quando não entendemos o que ela quer e olha diretamente nos nossos olhos quanto está tentando mostrar alguma necessidade. Ainda bem que a cada dia que passa eu fico mais expert em entender que choro significa o quê...
- Gosta tanto do banho que diante de tanta agitação acabei desistindo dos banhos no quarto, já que estávamos tendo uns episódios de inundação. Ela balança os bracinhos e perninhas e joga água para todo o canto! Ri e dá gritinhos de satisfação. Só não gosta do que vem depois: sempre protesta na hora de vestir a roupa e é choro na certa!
- Colocamos o brinquinho nesse final de semana. Uma amiga indicou um lugar bacana que usam materiais próprios para bebês e fazem os dois furos ao mesmo tempo. Ela ficou ainda mais fofa!
- Todos os dias ganha um monte de beijos, cafuné no pescocinho cheiroso e abraços apertados da mamãe... E o amor só cresce e cresce!

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Feliz dia das mães!

>> 8 de maio de 2011


O dia está quase acabando, mas não poderia deixar passar em branco... Consigo me lembrar perfeitamente do dia das mães do ano passado: ainda nem estava grávida e fiquei pensando, meio melancólica, no quanto gostaria de ter um filho e como gostaria que a hora de celebrar essa data já tivesse chegado para mim também. Bem, o resto da história todo mundo sabe: algumas semanas depois acabei engravidando acidentalmente (isso existe?!) um pouco antes da mudança e viemos para cá assim mesmo, com Isabella na barriga. Foi fácil? De jeito nenhum! Valeu a pena? Com certeza!

Então deixo aqui meu FELIZ DIA DAS MÃES...
- Para quem é mãe e sabe o preço que pagamos e o lucro que temos com essa missão todos os dias,
- Para quem quer ser mãe e já pensa e sonha com a vidinha do seu filho,
- Para quem é filho e sabe reconhecer o valor da sua mãe,
- Para quem já é mãe e avó, porque essas são mães duas vezes,
- E acima de tudo, para a minha mãe (que nem lê esse blog), porque depois que Isabella nasceu, meu amor por ela aumentou ainda mais!

[imagem daqui]

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Censo no Canadá

>> 5 de maio de 2011

Hoje recebemos uma correspondência da Statistique Canada / Statistics Canada para respondermos ao Censo 2011. E como é que isso funciona por aqui? Simples, a carta traz um código de segurança para ser inserido na página de recenseamento. O questionário, simples e curto, deve ser respondido no prazo de dez dias. Nada de ninguém batendo na sua porta, nada de milhões de perguntas. Mas para quem preferir também dá para solicitar que o questionário seja enviado em papel pelo correio. Ah, e responder é obrigatrório por lei.

A pergunta mais curiosa para mim foi a última: "você autoriza tornar disponíveis suas informações do Censo de 2011 em 2103 (92 anos depois desse Censo)?" Hmmm... Quase um século depois!? Tudo bem!

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The Age of Persuasion

>> 3 de maio de 2011

Um amigo canadense, ao saber que sou área de comunicação, me recomendou um programa da CBC Radio chamado The Age of Persuasion. Ele me disse que além de gostar muito do apresentador, Terry O'Rilley, o programa ia me ajudar a entender um pouco a cultura local e como a área de marketing funciona por aqui. Então repasso a dica para quem é da área ou para quem tem um pouco de curiosidade sobre o tema. Vale a pena! O programa é descrito como uma análise das inúmeras formas que o marketing faz parte das nossas vidas, nos meios de comunicação, arte, linguagem, política, religião e moda.

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Este ano eu vou!

Só para lembrar que no próximo domingo (6) começa o Festival de Tulipas aqui em Ottawa, com o tema Kaleidoscope of Spring. Eu já tinha falado sobre a origem da festa das flores aqui, quando ainda estávamos no Brasil. Tulipas são umas das minhas flores favoritas e estou achando lindo ver os jardins que já estão despontando por aqui. A programação me parece bem interessante e estou bem curiosa, então, aguardem as fotos!
[imagem daqui]

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Vida de Amélia

>> 27 de abril de 2011

Costumo dizer que o Canadá é a terra do "se vira" e do "bring it on". Os canandenses adoram resolver as coisas sozinhos e não gostam de pagar por serviços (até porque são caros para burro). Para brasileiros acostumados a uma cultura em que produtos são caros e serviços são muito baratos, aqui tudo é o contrário. Ainda bem! Só que isso significa que, se tem alguma coisa para resolver em casa, nada de chamar o encanador, eletricista, pedreiro... Faça você mesmo! A máxima também vale para serviços de diarista e babás. A vantagem é que executar serviços aqui é bem mais fácil que no Brasil: há produtos para todo o tipo de serviço e a faxina é mais simples, só é preciso um pouquinho de prática e aprendizado.

Seguindo essa linha, essa recente mamãe tem que dar conta da filhota, do Pavvy e da casa, e quando o emprego vier, vou ter que acrescentar mais uma função à lista. E como é que faz para uma pessoa ligeiramente fanática por organização dar conta de tudo? Não dá. Daí é hora respirar fundo, dizer Woooooosah e pensar o que é mais importante: uma casa de capa de revista ou a paz no lar? Acho que é mais sábio ficar com a segunda opção... Então eu tenho arrumado as coisas por aqui do jeito que dá. Vejam lá, não estou dizendo que nada aqui esteja sujo, mas acontece que o modelo que tínhamos no Brasil de faxinas diárias é inviável por aqui, então é preciso fazer concessões. E assim sigo tentando equilibrar todas as funções e não ficar de cabeça branca. Mas se puder dar um conselho para quem pensa em mudar para as bandas de cá, digo para acertarem esses detalhes ANTES de virem. Então, atenção mulherada, para quem vem com o marido, batam um papo básico sobre divisão de tarefas! No Brasil temos uma cultura bem machista e dificilmente os homens topam ajudar em casa, por isso, entendam que isso faz parte das mudanças que o pacote imigração trará. No modelo familiar daqui todos têm responsabilidades dentro de casa então é melhor já ir discutindo o assunto para não ter problemas depois.

Apesar do meu tom de protesto e desabafo, preciso ser justa e dizer que devagar e sempre o marido aqui está mudando (ou pelo menos tentando) e espero que daqui algum tempo as coisas estejam melhor divididas... Quem sabe?

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Em busca dos brincos perdidos

Sabe aquela história de presentear as orelhinhas da bebezinha com um belo par de brincos logo que ela nasce? Furar logo na maternidade, ou pedir para uma enfermeira colocar? Pois é, não rola por aqui. Culturalmente a maioria dos pais deixa as meninas escolherem e elas só vão colocar brincos quando já são maiores e pedem o acessório. Para colocar em bebês, só depois da primeira dose das vacinas (eles têm medo do risco de tétano), ou seja, só depois dos dois meses. Até vejo alguns bebês com brincos, mas são poucos!

Pois bem, cultural ou não, minha posição é que quero colocar brinquinhos na Isabella e por isso fui atrás de algum lugar confiável. Até encontrei, mas todos eles usam aquelas pistolas... Será que não tem nenhum lugar que faça isso de um jeito mais delicado? Com o próprio brinco? Bem, se descobrir conto por aqui. Senão, vou acabar indo até Montréal. Temos uma grande amiga enfermeira e aproveitamos para dar uma volta pela cidade!

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Divulgando...

>> 18 de abril de 2011

Séances d’accueil pour les nouveaux citoyens

Vous résidez à Gatineau et vous voulez en savoir plus sur les services, son fonctionnement et les règlements en vigueur dans votre nouvelle ville de résidence? Participez à nos séances d’accueil pour les nouveaux citoyens!

Prochaine séance d’accueil :
Initiation à la vie municipale : 8 juin 2011, de 9 h à 15 h 30, à la Maison du citoyen (25, rue Laurier, secteur de Hull). Inscrivez-vous vite, il reste encore quelques places!

La première partie de la journée sera consacrée aux activités d’information des citoyens sur le fonctionnement, les services et les règlements de la Ville de Gatineau ainsi que sur la participation citoyenne. En après-midi, un agent du Service de police de la Ville de Gatineau informera les participants sur la prévention, la protection, la sécurité, les lois ainsi que sur les droits et les responsabilités des citoyens sur le territoire gatinois. Un dîner sera offert sur place.

L’inscription est gratuite! Renseignements et inscription (obligatoire au moins cinq jours ouvrables avant la tenue de la séance) : 819 243-2345, poste 2544

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L’apport des personnes immigrantes à la société québécoise

Le 22 mars dernier, le gouvernement du Québec a lancé une campagne visant à promouvoir l’apport des personnes immigrantes au développement culturel, social et économique du Québec. Sur le thème Toutes nos origines enrichissent le Québec, cette campagne revêt la forme d’une websérie qui présente des témoignages authentiques de personnes immigrantes et de gens qui les côtoient.
Pour visionner la websérie, visitez le http://www.toutesnosorigines.gouv.qc.ca/.
 
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Le mois de mai est le Mois du patrimoine asiatique!

Ne manquez pas les activités du Mois du patrimoine asiatique qui seront présentées à Gatineau tout au long du mois de mai 2011. La programmation sera disponible dès le 25 avril dans le site Web de la Section de la diversité culturelle à www.gatineau.ca/diversite.

Parmi les rendez-vous à ne pas manquer, prenez note du dimanche 29 mai! Dès 11 h, une programmation artistique extraordinaire vous sera présentée sur la grande scène à l’agora Gilles-Rocheleau de la Maison du citoyen (25, rue Laurier). Les citoyens pourront faire un tour de l’Asie à travers les stands présentés tout en profitant de l’occasion pour déguster certains mets aux parfums d’Orient.
Les spectacles sont offerts gratuitement!
Renseignements : Ming Zhang, présidente de la Communauté chinoise de l’Outaouais, 819 827-3346
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Fonte: Bulletin Ensemble! - Vol 2 no 4 - Avril 2011

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Entre ontem e hoje

>> 6 de abril de 2011

Ontem Isabella tinha uma consulta com um ortopedista pediátrico no CHEO. Teoricamente a consulta era para discutir os resultados de um exame, tirar dúvidas e mandar os pais aliviados e despreocupados com o bebê de volta para casa. Mas ao invés disso voltamos com a confirmação de um diagnóstico de DDH Developmental Dyplasia of the Hip - (displasia no quadril), e de presente Isabella veio vestida em algo chamado de Pavlik Harness, uma espécie de cinta que mantém o encaixe do fêmur na bacia em posição para que seu crescimento corrija o problema. Então ontem foi dia de voltar para casa arrasada, chorar horrores, e ter pensamentos múltiplos e conflitantes na minha cabecinha atrapalhada. Porque não repetem o exame? Porque não posso ter uma segunda opinião? Porque usar esse negócio por três meses? Como vou trocar fraldas? Que roupinhas consigo vestir nela? Como ela vai brincar? Será que fiz alguma coisa errada na gravidez? Isso vai atrapalhar de alguma forma seu desenvolvimento?

Ontem conforme o dia ia passando, ia orando, pensando, tentando organizar minhas ideias e conversando com ela... Porque no meio dessa confusão mental, fazia questão de sempre sorrir para que ela não me visse triste, passear de carrinho, cantar musiquinhas e fazer o possível para que o Pavvy não atrapalhasse a rotininha dela (sim, na minha cabeça o treco já ganhou até nome).

Hoje é dia de enxugar as lágrimas e ver o que posso fazer. Pesquisar, ler tudo o que puder sobre o assunto, me informar e deixá-la o mais confortável possível, apesar dela já parecer bem adaptada ao novo acessório. Hoje é dia de guardar as roupinhas e sapatinhos do seu enxoval que ela nem vai chegar a usar por causa do Pavvy e pensar que atividades podemos fazer durante as 4 horas do dia que ela pode ficar sem ele. É dia de comprar meias compridas e roupinhas confortáveis para que ela continue linda e feliz apesar da restrição parcial dos movimentos das perninhas.

Hoje é dia de agradecer a Deus porque o diagnóstico foi feito bem cedo e as chances dela precisar de uma intervenção mais séria no futuro são bem pequenas. É dia de me alegrar porque vejo que Deus tem cuidado de nós mesmo em um país distante, longe da nossa zona de conforto e que aqui ela está tendo acesso a um bom tratamento. Hoje também é dia de pensar que esse é o tipo de coisa que vem para nos deixar mais fortes. Então, hoje é dia de levantar a cabeça, sacudir a poeira e levar Isabella e o Pavvy para passear!

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Ps1: Esse meu excesso de confiança é forte, mas de vez em quando falha... Afinal de contas sou uma mãe de primeira viagem e é lógico que me dói o coração vê-la usando o acessório. Estou contando os dias para o próximo exame de avaliação. Torçam por nós!

Ps2: Esse post deveria ser para agradecer todos que deixaram comentários pelo meu aniversário! Foi muito bom saber dos anônimos que passam aqui e receber tantos parabéns. Obrigada!

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Das coisas que mudam...

>> 2 de abril de 2011

Apesar de adorar fazer aniversário, sempre achei que é um dia que rende boas reflexões por isso nunca fui de ficar por aí anunciando a data. Mas, e daí que esse é meu primeiro aniversário aqui no Canadá, primeiro aniversário totalmente longe da família e dos amigos do Brasil, primeiro aniversário como mãe e último aniversário na casa dos vinte. E ainda caiu num sábado com previsão de tempo bem ensolarado e temperaturas positivas. Acho que é muita coisa para ficar escondendo, então, feliz aniversário para mim!
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Ps: Ontem tive a grata surpresa de saber que esse espaço tem leitores especiais que nem imaginava. Então, fiquei pensando: se você é um desses visitantes que sempre foi anônimo, que tal deixar um comentário aí embaixo nem que seja para dar um oi como um presente de aniversário?

[imagem daqui]

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Do que aprendi...

>> 30 de março de 2011

A coisa funciona mais ou menos assim: a pessoa engravida e decide passar os nove meses se preparando e planejando. Torna-se praticamente uma consultora em assuntos maternais. Compra livros e mais livros, faz pesquisas na internet, participa de fóruns e considera saber teoricamente o mínimo que vai precisar para começar a doce aventura da maternidade: amamentação, rotina, sono, cólicas, choro, comportamento, educação.

Daí nasce um pacotinho de 3.5 kg e não demora muito para perceber que é preciso sabedoria para reter só o essencial de tudo aquilo que estudou. Porque no fim das contas, o pacotinho é uma pessoinha, um indivíduo. Único, especial e que não segue fórmulas. E no fim, tudo o que uma mãe precisa é de se tornar especialista no seu próprio filho. Simples? Muito! Fácil? De jeito nenhum! Mas garanto que no fim vale a pena...

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E lá se foi o inverno!

Foi lindo, mais fácil do que esperávamos, mas já deu, né? Temos tido temperaturas bem mais amenas nos últimos dias, com máximas de até uns 8 graus. Ótimo! É uma delícia ouvir os pássaros cantando novamente, ver gente andando de bicicleta na rua (eu não arriscaria ainda, mas aqui é bem normal), ver os supermercados vendendo itens de jardinagem! A neve já derreteu quase toda e acho que não teremos mais nevascas daqui para frente. Os dias estão ficando mais longos e há vários festivais programados por aqui. O começo da primavera marca também uma fase em que consigo sair mais de casa com a Isabella e ver a vida lá fora. Eu meio que hibernei com ela por aqui durante essas primeiras semanas, e agora aos poucos vou me arriscando a passeios mais longos.

Por falar nela, Isabella está bem sorridente e faz muitos barulhinhos engraçados. Cada dia é uma descoberta diferente e agora parece que finalmente o chororô sem explicação começa a diminuir. Papai ainda reclama que está surdo de um dos ouvidos porque o poder berrador da menina é mesmo uma coisa impressionante. Do meu lado acho que já estou me acostumando e interpreto melhor os seus sinais: de sono, de fome, de dor, de chatura cansaço... E o segredo é agir antes que ela ligue o choro na máxima potência. Paz no lar!

Minha mãe foi embora na sexta passada e foi tão ruim! Ela passou quase dois meses aqui e me deu uma força enorme: aguentou minhas crises de choro (se Isabella pode, por que eu não?), me ajudou com a casa e deu muito colo e carinho para nós duas. Ela deu tanto colo para as cólicas da Isabella que agora a minha menininha só quer dormir no braço durante o dia... E aí não faço mais nada, né? Estamos aqui tentando nos entender, e entre colo, braço e berço durante as sonecas vão se passando os dias. A exceção é a cadeirinha do carro. Se na primeira vez ela chorou descontroladamente por ter que ficar amarradinha lá, agora parece gostar e dorme em instantes com o carro em movimento. Oba! Passeios garantidos!

Eu realmente gostaria de passar mais tempo postando aqui, porque tenho muita coisa para compartilhar, mas ainda estou me ajustando a nossa nova rotina e não é exatamente fácil. Para não dizer que não deixei nenhuma dica, aqui em Gatineau, se houver qualquer emergência pediátrica, o lugar para ir é o CHEO em Ottawa, um hospital referência em pediatria no Canadá. O tempo de espera é curto e o atendimento excelente. Se precisar de algum especialista infantil, lá também é o lugar. Não é preciso pagar nada, mesmo sendo em outra província. Isabella precisou fazer um exame lá e ficamos impressionados com a estrutura do hospital. Então o resumo é o seguinte: quando o assunto é saúde, tudo pode ser bem complicado para adultos, mas as crianças estão garantidas. Ufa!

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Quando sento na frente do computador, estou assim: se leio, não escrevo, se escrevo não respondo comentários. Uma vergonha, eu sei. Por isso estou pensando em responder os comentários no próprio blog, acho que seria mais rápido e não passaria por mal-educada. Mas será que alguém voltaria para ver as respostas?

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Coisas do Canadá

>> 16 de março de 2011

Acho que eu devo ter passado muito tempo fechada em casa com a Isabella, porque agora que arrisquei a colocar meus pezinhos para fora, andei reparando em umas coisinhas...


- Por que aqui tem tantos carros sedans, daqueles enoooormes, só com duas portas? Nem falo de carros esportivos não, mas daquelas banheironas... Sou só eu ou mais alguém acha estranhíssimo olhar um Accord lindão só com duas portas?
- Ainda no assunto carros, por que os carros sedans não têm limpadores traseiros de para-brisa? E por que quase não usam película nos vidros?
- Estamos em março e é impressionante a quantidade de casas que ainda ostentam decoração de Natal. Acho que aqui todo mundo deve ficar num esquema de semi-hibernação e o Natal só acaba quando a neve vai embora...
- Já repararam que nas escadas rolantes as pessoas que não estão com pressa para subir tendem a ficar do mesmo lado para liberar passagem para quem precisa? Fofo!
- Agora que o carrinho de bebê da Bebella começa a ser usado, parece que Gatineau foi inundada por bebês e seus carrinhos. Aqui sempre teve toda essa população infantil ou só agora é que comecei a reparar nisso porque meu foco mudou? Ah, e carrinho de bebê aqui é porta-treco também. Onde vocês acham que vão parar o mundo de casacos e sacolas de compras?
- Aqui nunca vi vagas de estacionamento reservadas aos idosos, mas às vezes vejo vagas para gestantes em alguns shoppings e supermercados, vagas para famílias com crianças (Ikea, por exemplo), e uma categoria que conquistou meu coração: vaga para gestantes e novas mamães (St. Laurent Centre). Até quando posso ser  considerada nova mamãe, hein?
- Com tantos imigrantes neste país, o assunto alimentação aqui é uma festa de variedade em cores, sabores e opções. Isso é maravilhoso! Mas por que é que em um lugar com representantes alimentícios do mundo todo é tão difícil achar farinha láctea? E pior, porque é impossível encontrar yakult?
- Desde a gestação andei modificando alguns hábitos de consumo e estou dando preferência a artigos orgânicos na alimentação e menos tóxicos para a limpeza da casa, além de ficar de olho na segurança dos produtos. Mudar os hábitos aqui é bem mais fácil, já que os preços não são um fator impeditivo e há muitas opções para escolhas mais conscientes. Por isso fiquei toda feliz com a descoberta do SafeMama. Vale uma (ou várias) visitas, principalmente na parte de resources.

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Sobre o último post, agradeço quem deixou um comentário sobre o blog. Este espaço me permitiu fazer boas amizades (virtuais ou não), organizar minhas idéias e registrar minhas pesquisas. Por isso, vou continuar escrevendo sim, sobre o Canadá, sobre maternidade, sobre minha profissão e o que mais for acontecendo. Afinal, é o que diz aí em cima: "um pouco sobre tudo e tudo sobre nada" certo?

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Update: vale a pena ler as dicas nos comentários! Parece que não vou ficar sem yakult afinal...

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Notícias aleatórias

>> 9 de março de 2011

- Isabella amanhã completa um mês. Nem dá para acreditar! Parece que o tempo voou quando penso que a memória do parto e da saída do hospital continuam bastante vívidas. Mas também parece que o tempo passou muito lentamente quando penso o tanto que já aprendemos e crescemos juntas nessas quatro semanas. Os dias não são sempre necessariamente fáceis e a privação de sono é realmente muito ruim para uma dorminhoca convicta como eu, mas olhar nos seus olhinhos e sentir seu cheirinho me ajudam a recarregar as baterias a cada dia.

- Por tudo isso, como era de se esperar, tempo é artigo raro aqui em casa nos últimos dias. Sim, apesar de soar clichê, recém nascidos dão trabalho e mudam a vida de qualquer um, principalmente para pais de primeira viagem. Onde falta tempo, sobra sono e tento aproveitar cada brecha para dormir um pouquinho, por isso ando totalmente por fora das novidades internéticas, do processo de imigração, e dos blogs amigos. Quando consigo olhar alguma coisa acabo não comentando por conta da pressa. Mas imagino que as coisas entrem em algo próximo de um equilíbrio daqui um tempo. Ou não!

- Ainda batendo na mesma tecla da falta de tempo, hoje me lembrei que não consegui avisar a todos os amigos no Brasil sobre a chegada da Bebella. Sabe aquelas pessoas fora dos facebooks, rede de e-mails, skype, twitter e coisas assim? Pois é, essas não receberam um telefonema, uma carta, nada... Fica muito feio anunciar um mês depois? 

- Dentre as mil e uma coisas que já passaram pela minha cabeça levemente insana nos últimos dias, destaco dois fatos: nunca mais olhei para uma criança do mesmo jeito e nunca mais olhei para a minha própria mãe do mesmo jeito...

- Não tinha nenhuma reclamação sobre o inverno até perceber que, com esse clima, não consigo nem dar uma volta na rua com minha filha recém-nascida no carrinho. Agora sim, quero muito que a primavera chegue logo!

- Já tem um tempinho que tenho pensado qual será o rumo do blog de agora em diante. Já vamos para oito meses de Canadá e conforme o tempo vai passando, não ando mais pesquisando sobre o processo de imigração como fazia quando estava no Brasil. Isso porque os interesses mudam e hoje meu foco é a nossa integração aqui, minha recente maternidade e meu futuro profissional. Quero continuar registrando as curiosidades do lado de cá e refletindo sobre todas essas mudanças, mas não quero mais ter o compromisso de ficar dando em primeira mão notícias sobre imigração e visto. Será que o blog vai ter os mesmos leitores? Não sei, mas este sempre foi um espaço bem pessoal e acho que deve continuar refletindo a realidade que estou vivendo...

- Tenho a impressão que este post ficou um pouco desconexo e provavelmente meio disléxico. Mas se eu for esperar minha cabeça funcionar normalmente para revisar tudo, provavelmente o texto vai ficar como rascunho durante um bom tempo... Então vai como está, pelo menos mantenho o blog no ar. Peço paciência e espero voltar ao normal em mais algumas semanas!

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Impressões sobre o pré-natal e parto em Gatineau

>> 1 de março de 2011

Pré-natal
Já falei um pouco sobre o pré-natal aqui, mas para fechar, fiquei muito satisfeita com a minha médica e com todo o atendimento. Ela foi bastante atenciosa, esclarecia todas as nossas dúvidas, não tinha pressa durante as consultas, era positiva, bem-humorada e segura. Só que acho que deveriam fazer mais ecografias no final da gestação. Aqui parto normal é regra e quase não há cesáreas eletivas e por isso eles vão levando para ver no que dá, mas de qualquer forma, gostaria de ter verificado como estavam as coisas na última semana. Eu até faria um exame, mas seria na próxima consulta e ela nasceu antes...

Parto
- O hospital de Gatineau é muito bem preparado, mas esqueçam aquele conceito de maternidade-hotel que existe no Brasil. Os equipamentos são novos, a equipe é educada e prestativa, o hospital tem uma excelente estrutura física, mas tudo é bem simples. Quando chegamos somos são feitos alguns exames na mãe e no bebê e depois vamos para a sala de parto, que tem uma boa preparação para parto humanizado: chuveiro, banheira, música se quisermos, bola, a iluminação pode ser diminuída, e uma enfermeira fica lá o tempo inteiro. A minha chamava-se Caroline e foi um anjo no meio daquele aperto todo. O médico vai e vem toda hora para acompanhar o que está acontecendo.
- No centro cirúrgico, o pai não pode assistir a cirurgia propriamente dita, nem filmar ou fotografar. Ele só entra depois que o corte é feito e confirma-se que tudo está bem. Depois ele fica com a mulher atrás do campo cirúrgico. Acho que deve ser o medo do pai passar mal e precisarem acudir às pressas...
- Durante a cesárea, mais uma vez a equipe foi bastante atenciosa. Eu devia estar com uma leve cara de pânico, já que tenho um medão de cirurgias, mas todos tentaram me tranquilizar bastante e explicar todo o processo.
- Depois do parto a mãe e  bebê ficam no hospital por no mínimo 48h (parto normal) ou 72h (cesárea). As acomodações podem ser semi-privadas (um quarto para duas mães) ou privadas (individuais). Para ficar nos quartos privados paga-se por isso, ou dependendo do empregador dos pais, o plano de saúde da empresa pode cobrir essa parte.
- A equipe de enfermagem merece os parabéns. Estão sempre oferecendo ajuda sobre amamentação, aconselhando e esclarecendo as dúvidas, que são muitas para as mamães de primeira viagem. Pediatras e obstetras avaliam mãe e bebê diariamente, como é de praxe.
- No quarto há um armário com todos os artigos essenciais para os primeiros dias: fraldas para o bebê, absorventes pós-parto, protetores de seio, vaselina para a troca de fraldas, cotonetes, termômetro, mantas, toalhas. O bebê não é separado da mãe em nenhum momento, e só vão para o berçário aqueles que precisam de cuidados especiais.

Pós-parto
Entre uma semana e dez dias após o parto há uma consulta de acompanhamento para o bebê, que no meu caso foi feita com a médica do pré-natal, e daqui dois meses tenho uma consulta final com ela por conta da cesárea. Além disso, quando temos alta, recebemos uma ligação de uma das enfermeiras do CLSC para avaliar como vão indo mãe e bebê. Ela oferece uma visita à família, e durante a visita pesa a criança, avalia seu estado geral e entrevista pai e mãe para saber a quantas anda a estrutura familiar. Se houver necessidade de outras visitas posteriores ela agenda também. Nessa visita recebemos bastante material sobre amamentação, desenvolvimento infantil, alimentação depois dos seis meses, recuperação do parto, exercícios para a mulher e orientações sobre o sistema de saúde aqui. A primeira consulta oficial com o pediatra é feita aos dois meses, e a primeira vacina também é dada nesta data.


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Ufa! Comecei a escrever esse post desde ontem cedo, mas só hoje deu para terminar. Tinha que aproveitar para escrever enquanto tudo ainda está fresco na cabeça...

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Calendário do mês ::::: Março


Há dezenove dias, minha vida mudou por completo com a chegada da Isabella e cada dia agora é uma novidade. Mesmo apressada e sem tempo para o blog, não podia deixar de publicar um calendário para o meu primeiro mês de março como mãe. Vem chegando a primavera!

Trabalho do Corporate 3 Design, via Smashing Magazine, com download disponível aqui.

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Session de bail em Gatineau

>> 26 de fevereiro de 2011

Divulgando: um casal de amigos está de mudança para Ville de Québec e está repassando o contrato de aluguel do apartamento. Segue o anúncio com todas as informações:

 Session de Bail

Olá Amigos, por motivo de trabalho, estamos nos mudando de Gatineau para Québec e precisamos repassar nosso apto.:

44 rue Bédard (3º andar de frente), setor de Hull – Gatineau - QC

- Apto. grande de 01 quarto (com closet)
- Sacada
- Hall de entrada (c/ armários embutido)
- Fogão e geladeira novos
- Lavanderia no prédio (com equipamentos novos)
- Opção de garagem coberta e depósito.
- Pintura nova e carpete recém instalado.
- Tudo incluso no alugel: Aquecimento, energia, manutenção e etc.
- Posso deixar (gratis) 02 sofás, 01 TV de 29’’ c/ rack, 01 espelho grande (para o closet).
- Interfone com chamada no celular
- Caixa de correio na recepção
- Caixa eletronico ATM
- É permitido animais

Obs. O piso entre os andares não é de Madeira (alvenaria)

Super bem localizado: Supermerdado (Metro), farmácia, pizzaria, ponto de ônibus, arena de patinação e o Parque de Gatineau ao lado. Próximo do Cegep e Universidade do Québec de Outaouais.

Local super tranquilo e arborisado, estatégicamente perto de tudo (Ottawa, centro de Hull, Plateau, Aylmer, Gatineau e estações de Ski).

Valor: CAD 685,00 (podendo pagar com cartão de débito ou crédito VISA)

Tenho varias fotos, quem tiver interesse, favor solicitar com Caroline ou Octávio Paixão

+1 (613) 979.0521 / +1 (819) 635-8400
octavio.paixao@me.com
ou (11) 3020.6705 (telefone de São Paulo que toca no nosso celular do Canada – ligação local).

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Relato do meu parto

>> 22 de fevereiro de 2011

 Dias mais coloridos =)

Antes de começar, duas observações:
1. Este texto interessa mais às mães ou a quem planeja ter filhos. É um relato longo, bastante pessoal e pouco tem a ver com imigração ou sistema de saúde canadense. Isto será assunto para o próximo post. Melhor pular se não quiser saber de detalhes excessivamente descritivos...

2. Muito obrigada por todos os comentários sobre o nascimento da Isabella. Sei que dificilmente conseguirei responder a todos individualmente, mas fiquei muito feliz em conhecer novas pessoas que acompanham o blog e saber que muitos se alegraram conosco! Obrigada de verdade!

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Na quarta-feira (9) acordei ansiosa, mais um dia e nada de Isabella... Sentia os mesmos sinais que vinha sentindo nas últimas duas ou três semanas: cólicas, dores nas costas e contrações, algumas levemente doloridas, mas a maioria sem dor. Como minha mãe e minha sogra estão aqui, e estava tentando aproveitar ao máximo a estadia delas antes do nascimento da pequena, decidi deixar o Flávio no trabalho e ficar com o carro para vermos uma exposição de esculturas de gelo do Winterlude e irmos ao shopping. Aproveitamos a exposição pela manhã e fomos almoçar no Rideau Centre. Depois de almoçarmos fui ao banheiro e percebi um leve sangramento. Achei estranho, comentei com minha mãe e em seguida tive uma dor nas costas mais fortinha. Ainda andamos um pouco, mas fiquei cansada logo, e depois viemos para casa.

Percebi que fui tendo umas contrações doloridas bem espaçadas, algo tipo de hora em hora. Lá pelas 19h decidi marcar e vi que estavam de trinta em trinta minutos. Ainda achava que poderia ser alarme falso e não dei muita bola. Lá pelas 22h elas estavam de quinze em quinze minutos e eu comecei a achar que poderia ser de verdade. A dor era bastante suportável e todo mundo aqui em casa começou a ficar animado e querer que eu fosse para o hospital. Mas aqui eles pedem para só ir quando elas estiverem de cinco em cinco por pelo menos uma hora... Achei melhor esperar, tomar um banho, lavar o cabelo e arrumar os últimos detalhes da minha mala.

Nesse intervalo elas foram se aproximando rapidamente. Quando chegaram de cinco em cinco, por volta de uma da madrugada, ligamos para o hospital para saber se já dava para ir. Eles pediram para esperar meia hora e ir, mas meia hora depois já estavam de três em três ou dois em dois minutos! Nessa hora começaram a ficar bem mais fortes e doloridas. Fomos correndo para o hospital e no carro já estavam de um em um minuto... Aí sim, a coisa pegou e eu não conseguia ficar sentada no carro de jeito nenhum. Fui chegando e queriam fazer o cardiotoco e monitorar os batimentos dela por mais meia hora. Impossível ficar deitada durante as contrações! A bolsa rompeu lá mesmo e fui tentando arrancar a cinta do exame da barriga... Vomitava de dor e só queria ir logo para a sala de parto. No primeiro exame de toque na sala de pré-parto estava com 5 cm de dilatação e no segundo já tinha 7.5 cm.

Tinha lido bastante sobre parto normal, fizemos curso pré-natal e na minha cabeça tudo seria bem diferente, mais lento por ser o primeiro parto, com tempo para controlar a dor... Que nada! Tudo foi bastante rápido: não deu tempo de usar banheira, de usar bola de pilates, tempo de nada. Tentava respirar conforme aprendemos no curso e o Flávio tentava me deixar tranquila, mas chegou um ponto que esqueci tudo! Comecei a pedir anestesia, porque vi que não ia aguentar. O anestesista demorou horrores para chegar, foi complicadíssimo ficar parada durante as contrações para a agulhada, mas depois pelo menos tive uns momentos de alívio!

Lá pelas 4:30 já tinha dilatação total e comecei a empurrar. Foi aí que a coisa desandou. Empurrei muito, por quase duas horas e nada. O médico disse que ela poderia estar presa no canal e sugeriu o uso de pitocina para ritmar as contrações e depois de uma ventosa para puxar o bebê. Naquele momento, com dor (sim, a anestesia foi perdendo efeito) e cansada, só queria que ela nascesse... Tinha lido pouco a respeito da ventosa e decidi aceitar. Ele tentou por três vezes, os batimentos cardíacos começaram a cair e o médico sugeriu uma cesárea, por conta do risco. Me trouxeram oxigênio, vi um monte de gente chegando... Eu já estava aceitando qualquer coisa e minha mãe e o marido que estavam na sala de parto comigo estavam extremamente assustados.

Assim fui eu, para uma cesárea de emergência, tendo chegado tão perto do parto normal que sempre sonhei... Mais anestesia, e depois do primeiro corte deixam o marido entrar. Nada de fotografar ou filmar a cirurgia e depois de alguns minutos, nasce a minha filhinha. Quando ouvi o chorinho, desabei a chorar também! Não conseguia acreditar que ela finalmente estava ali e bem! Nada mais importava. Quando trouxeram para ficar uns minutinhos comigo, o tempo parou e meu coração foi tomado por uma avalanche de emoções. Ela foi examinada ali do meu lado sob os olhos atentos do marido e depois eles foram para outra sala. Lá ela fez o primeiro contato pele a pele com o papai e foi com ele para o quarto. Depois que me fecharam eu ainda fiquei mais uma hora em recuperação e fui para o quarto também. A recuperação da cesárea é estranha, fiquei bastante grogue, tive coceira por todo o corpo e aquele primeiro dia foi todo meio nebuloso, com soro, sonda e tentando conhecer melhor minha filhinha.

Se fosse fazer algo diferente, teria insistido em fazer uma ecografia particular no final da gestação. Cheguei a pedir uma autorização à médica em uma das consultas do pré-natal, mas ela disse que estava tudo bem e não havia necessidade... Acabei não insistindo. Talvez a ecografia mostrasse se uma cesárea seria mesmo inevitável. Talvez também não devesse ter aceitado a ventosa e devesse ter empurrado mais um pouco. No fim, sei que nada disso importa, porque ela está aqui, bem e saudável. Se me arrependo de ter tido o parto aqui? De forma alguma. O hospital tem uma excelente estrutura, a equipe toda foi maravilhosa e sei que se o parto normal aqui não foi possível, é porque não era mesmo para ser. Como disse, a única coisa que acho estranho aqui é a falta de ecografias no final da gravidez, já que, se tudo estiver bem, aqui só fazem uma se o bebê estiver com mais de 41 semanas e não tiver nascido ainda.

Acabamos ficando mais tempo no hospital que o previsto porque ela teve icterícia e no fim estava louca para vir logo para casa. Agora, apesar do cansaço dos primeiros dias, estar aqui com ela é bom demais e meu coração está cheio de amor! É uma delícia aproveitar esses dias de recém-nascida dela. O cheirinho, a delicadeza, as muitas carinhas e boquinhas, as mãozinhas e pezinhos em miniatura... Estamos tirando muitas fotos e quero me lembrar de tudo, porque sei que passa muito rápido. Na semana passada recebemos a visita de uma enfermeira do CSSS, o que é procedimento padrão por aqui e tivemos uma ótima conversa. Esclarecemos muitas dúvidas, Isabella foi avaliada e recebemos muitas informações sobre a recuperação da cesárea, o desenvolvimento da nossa filhinha, amamentação e vários outros detalhes. Vai tudo bem quando tudo acaba bem!

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