Da saga do nome - parte II

>> 29 de maio de 2011

Continuando o post anterior, tentem acompanhar: a mamãe do nome complicado engravidou e o casal passou um bom tempo pensando em como seria o sobrenome da filhota, já pensando em simplificar a vida da criança aqui. Se estivéssemos no Brasil era fácil, o último sobrenome da mãe, mais o último sobrenome do pai. Mas lembrando, a mamãe aqui chama-se Patricia Fulana de Tal. Papai chama-se Flávio Beltrano Sicrano. Escolhemos Isabella Tal Sicrana para a filha. Só que aqui no Québec, para colocar dois sobrenomes é preciso uni-los com um hífen. Então, acompanhem, o nome dela ficaria Isabella Tal-Sicrana. Seria simples, teria um pedaço da mamãe e do papai e estaria seguindo a convenção local, certo? Não mesmo! Quando recebemos a papelada e os primeiros documentos da filhotinha, o nome dela aparece Isabella De Tal-Sicrana. Assim mesmo, com o DE como sobrenome, com maiúscula e tudo. De onde veio isso? Depois de algumas ligações conseguimos descobrir que para o Québec não é possível tirar o "de" do sobrenome da mamãe. E que sim, ele é escrito De, como se a pequena Isabella tivesse criando toda uma nova dinastia e fizesse parte da família dos De. Long story short, depois de muita reclamação, para mudar isso, só entrando com um processo, aguardando uns quatro meses e pagando uns quatrocentos dólares. E nem é certeza que autorizariam.

Por fim, também fiquei sabendo que pelas bandas de cá, quando é o caso de colocar dois sobrenomes, pegam o primeiro e não o último. Então no caso dela o normal seria Isabella Fulana-Beltrana. Bem, agora já foi... Eu estou programando uma viagem para o Brasil e não daria tempo de pensar nisso, já que ela mesmo tão pequenininha tem dois passaportes para tirar e mais um monte de papelada para organizar. Agora a dúvida fica é quando for o segundo (caaaaaaaaaalma que ainda demora)... Preservamos a dinastia dos De ou colocamos um sobrenome diferente?

11 comentários:

Dan 29 de maio de 2011 11:16  

Se for parar pra pensar, essa coisa de nome-sobrenome de todo mundo da família tem muita chance de não dar certo mesmo, né? Queremos o que? Que nossos bisnetos tenham 18 sobrenomes como tinha D. Pedro? Haha! Melhor simplificar mesmo. Obrigado pelas dicas!

Flá 29 de maio de 2011 13:56  

Pati do céu, chamar de saga não dá nem pro cheiro! Que confusão...
Do lance do nome de casada no Québec ( do post anterior) eu já tinha ouvido falar - minha cunhada também está com multiplas personalidades. A gente até brincou que dá pra ela abrir um crediário em um nome, nunca pagar e ainda sair numa boa ( brasileiro é fogo, né, já vai pensando em como dar golpe hahahaha).
Engraçado que eu quase não tive problema nenhum: continuo com o mesmo nome de casada do Brasil. Quer dizer, aqui sou Flavia sem acento mas fazer o que, né?
Boa sorte.

Sandra Hellen 29 de maio de 2011 14:37  

Nossaaaaa! Parece novela mexicana, não acaba nunca..rs rs. Tadinha da Isabella...
Menina por aqui só pode ter 1 sobrenome, mas pode ter até 3 nomes próprios, que é o caso do Elias.

Sorte por ai!! Aqui já conseguimos tirar os 2 passaporte e as 2 nacionalidades.

Beijos

Família Marcondes 29 de maio de 2011 17:33  

Pati, você embananou minha cabeça agora. Fiquei pensando sobre como será o sobrenome dos meus filhos. Ao inves de adotarmos os ultimos nomes da mae e do pai, pegamos os nossos nomes do meio. Então que os meninos tem dois sobrenomes, mas são os sobrenomes do meio dos pais. Felizmente não temos "De" no nome...

Abç.
Fernanda

terrasestranhas.blogspot.com

Adriane 29 de maio de 2011 22:24  

Bah, que doideira isso aí! Não fazia a menor idéia.
Agora, além de decidirmos o nome, vamos ter que pensar no sobrenome.. essa eh boa?!
Valeu pela dica Pati.
Bjo

Pat et Du 29 de maio de 2011 23:42  

Que confusão não?
No dia da nossa entrevista, o M. Leblanc ficou mega confuso com o meu nome, por causa da mudança quando eu casei. Ele não sabia como colocar no CSQ...rs

É bom saber pra gente se preparar quando chegar aí.

Um beijo pra vc e pra baby!
Pat

César, Valéria, Lara e Anaclara 30 de maio de 2011 04:12  

Pati, quando eu cheguei eu era Cesar Salvater Junior, agora o Junior foi pro espaco faz tempo.

E a vida segue...

Paola Tavares Silva Wortman 30 de maio de 2011 04:24  

nossa! entendo bem esta confusao. aqui vc pode colocar somente 3 'palavras" no nome da crianca. se colocar 2 sobrenomes sobra so um nome e vice-versa. para evitar discriminacao etnica e religiosa, colocamos nas nossas filhas somente o sobrenome do meu esposo. coloquei em cada uma um nome em hebraico e um em portugues/frances. a mais velha e chamada por todos aqui pelo nome em hebraico, so eu que a chamos do nome em portugues, ja as duas outras sao chamadas pelos nomes brasileiro e france, respectivamente. da pra fazer um doutorado sobre o assunto, nao?!
beijos pra vcs, dinastia "De" :-)

Gardene 1 de junho de 2011 16:54  

Oi Pati, já sabendo dessa confusão dos nomes por aí, eu nem mudei meu nome quando casei. Achei que seria muito complicado. Como já tive meus filhos aqui no Brasil mesmo e cada um só tem 3 palavras no nome (nome, sobrenome da mãe e sobrenome do pai) será que terão algum problema quando chegar aí?
Você corre o risco de ter dois filhos com sobrenomes totalmente diferentes.
Beijos!!!

Juliana 4 de junho de 2011 09:13  

Também faço parte da dinastia dos De... hehehe... um saco... eu sempre erro na hora em que tenho que me encontrar em lista por ordem alfabetica de sobrenome...
tentei facilitar minha vida na chegada e escolher apenas um dos meus sobrenomes, mas ninguém deixou eu fazer isso... (confesso que estou meio p da vida em saber que esse meu pedido podia ser atendido, e que se eu quiser mudar alguma coisa agora, vou ter que pagar por isso)

Bjos!

Lupatinadora 5 de junho de 2011 15:10  

Meus futuros filhos seguirão o padrão first name, middle name, sobrenome do pai e pronto. Minha vida já muito confusa por causa desse tanto de nome (quando eu era pequena, meu sonho era ter um nome com 3 palavras, rs rs rs)

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