::: Update

>> 18 de junho de 2012

Olá pessoal, esse blog foi encerrado, mas meu novo blog agora está aqui:
www.patitando.com
O conteúdo não está relacionado a imigração e agora ele tem um contexto mais pessoal e abertamente feminino, mas deixo o endereço aberto a todos que tenham interesse.
Abraço!
Pati

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O retorno e o até logo

>> 20 de setembro de 2011

Voltamos de viagem na semana passada. Apesar do trabalho de viajar com um bebezico, adorei os dias que passamos por lá. Deu para matar a saudade da família, rever vários (mas não todos, infelizmente) amigos queridos, passear por lugares preferidos e visitar os restaurantes que adoro (além de descobrir outros tantos). A coisa foi tão boa que eu voltei precisando de férias das férias! Isabella também parece ter aprovado tudo e esse contato e estímulo fez muito bem para seu desenvolvimento, apesar da rotina dela ter ido para o saco nos dias que passamos lá. Faz parte né?

E o que eu achei do Brasil um ano depois? Simples, tudo aquilo que mais amo e odeio continua lá. Sem tirar nem por... E por enquanto sigo com a certeza de que aqui é nosso lugar. Sei muito bem o alto preço que pagamos pela distância daqueles que amamos, mas ainda acho que tomamos a decisão acertada. Gosto do estilo de vida que temos aqui, da tranquilidade, dos programas em família, do tempo que temos livre, dos valores que privilegiam o ser e não o ter. Ainda temos um longo caminho pela frente na nossa trilha de adaptação, mas é interessante perceber o quanto crescemos e evoluímos, e o quanto nos aproximamos de Deus no meio das dificuldades e das vitórias.

Mas e por que "até logo" aí no título? Porque acho que esse blog já cumpriu seu propósito. Aqui tem um retrato dos dois anos mais intensos da minha vida, mas agora é hora de novos ares, novos rumos. Por mais que eu tentasse não vincular o Patitando somente à imigração, essa ficou sendo a maior marca do blog. E hoje eu não sei mais a quantas andam os processos, quais as melhores cidades para se imigrar e nem as profissões em demanda por aqui... Meus interesses mudaram e por isso é hora de encerrar este capítulo. Muito provavelmente eu devo criar um outro blog, mais genérico e sem nenhuma relação com o processo de imigração. Se isso acontecer eu volto aqui e deixo o endereço para quem se interessar.

Então deixo aqui meu muito obrigada. A todos que leram, torceram e torcem por nós, que acompanharam essa saga, desejo tudo de bom, sempre. Até logo!

Pati

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E eu estou indo...

>> 23 de agosto de 2011

Estou indo ali tomar uma água de côco, beber yakult de litro e trazer um monte de calça jeans e Melissas de volta na mala.
Estou indo ali dar um abraço no meu pai que não vejo há mais de um ano, e brincar de pula pula com minha sobrinha até ficar de perna bamba.
Estou indo jogar conversa fora ao vivo e em português, sem ser pelo Skype.
Estou indo comer churrasco e passear na feira, e ainda balançar na rede depois de bater perna o dia inteiro.
Estou indo ali apresentar Isabella ao lado de lá da linha do Equador, já que quando vim, ela era só uma micro pancinha na barriga da mamãe.
Estou indo conhecer novos membros da família, ver amigos casando e reencontrar outros que voltam para casa depois de anos morando fora.
Estou indo encarar três aeroportos e 14 horas de vôo com uma bebê de seis meses só para rever todo mundo e matar a saudade da terrinha.
BraSil, here we go!

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Só para avisar que...

>> 17 de agosto de 2011

Estou com família por aqui. Minha irmã e o namorado chegaram há alguns dias e estamos naquele ritmo louco de quem tem visitas em casa e quer aproveitar tudo ao máximo... Uma delícia para matar a saudade e passear, mas não sobra muito tempo para mais nada! Em breve voltamos à nossa programação normal :-)

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Future Me

>> 12 de agosto de 2011

E se você pudesse escrever mensagens para você para serem entregues no futuro? Hoje eu recebi a minha primeira carta de várias que andei escrevendo para mim mesma. Essa data de dois anos atrás. Foi emocionante ler a mensagem e eu praticamente revivi aquela época não tão distante, mas em que ainda estava no Brasil e tinha muitos planos e sonhos de mudanças para o futuro. O serviço gratuito é oferecido pelo Future Me eu acho a ideia fantástica. Eu costumo escolher momentos marcantes, vou lá, escrevo uma mensagem e agendo a entrega para uma data qualquer. É muito interessante ver como mudamos, crescemos e aprendemos em tão pouco tempo.

Não estou recebendo nada para fazer propaganda, mas fica aí uma dica muito legal para quem gosta de escrever, gosta de registrar sua história ou simplesmente tem curiosidade em saber o que estava pensando há algum tempo atrás. E você, o que diria hoje para o seu eu no futuro?

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Bebellices

>> 11 de agosto de 2011

Bebellinda completou seis meses ontem. S-E-I-S!!! Isso é meio ano de vida e praticamente a adolescência da vida dos bebês. Eu nem acredito que aquela coisinha molinha e quentinha que eu segurava com um só braço está aí, cada dia mais esperta, mais ativa e mais linda! Nessa fase de dona Isabella...

- Adora música. Adora que cantemos para ela e eu fiquei fã desse CD do Helio Ziskind que me ajudou a resgatar da memória todas as cantigas de roda lá do fundo do baú. Mas apesar do cd lindo, a música campeã aqui é "O sapo não lava o pé". Sabe aquele que tem chulé? Pois é, ela resolve qualquer problema por aqui, sucesso garantido... O sapinho fedorento tem ajudado bastante!
- Seu brinquedo favorito é a Pucca. Para a Bebella, tudo o que a Pucca faz é engraçado, onde a Pucca está ela quer ir também, e se ouve as patinhas dela no chão já se contorce inteira para ver onde ela está. Espero que daqui algum tempo as duas possam brincar muito juntas e garantir um descanso para a mamãe também.
- Fica bastante tempo sentada sozinha brincando (bastante em tempo de bebês, lógico). De vez em quando é meio estabanada e acerta um dos brinquedinhos na cabeça e abre o berreiro... Mas faz parte do seu jeitinho, assim todo trabalhado no drama.
- Sorri de tudo e para todos. Ela nasceu meio bravinha, mas de uns tempos para cá se tornou a simpatia em pessoa. Aliás, tem coisa mais gostosa que gargalhada de bebês?
- Tem se mostrado uma pessoa de um bom-humor irresistível quando acorda de manhã. Não parece ter puxado ao papai nessa. Ainda bem, porque seu sorriso lindo me dá energia para começar o dia, mesmo que às vezes sejam cinco da manhã...
- Por falar em sorriso, ela sorri com os olhos. Lindo de ver!
- Adora passear, e não posso ir caminhando com ela para perto da porta que já faz a maior festa. O que é bom porque temos aproveitado muito o verão e ela praticamente não dá trabalho na rua. Gosta especialmente de atividades ao ar livre.
- Não pára quieta. Se estiver no colo precisa estar pulando, se está deitada fica rolando, se estiver sentada tem que estar mexendo em alguma coisa. É bem ativa e justamente por isso continua não gostando da cadeirinha do carro. Por isso ainda ando com ela no banco de trás, cantando (ai, o sapo...) e brincando. Se estamos só as duas aí é que eu viro cantora profissional mesmo e cada hora jogo um brinquedo diferente no banco de trás (não tentem isso em casa, e sim, continuo olhando para frente e com a mão no volante).
- Tem uma rotina muito bem estabelecida e dorme cedo, entre 18h30 e 19h. Acorda cedo também, por volta de 6h30. Suas sonecas é que durante muito tempo foram um mistério para mim, já que duram apenas 30 minutos (uma cat napper, como dizem por aqui). Mas depois de muito ler e pesquisar, li esse relato e fiquei em paz. Deixo o link, porque só quem tem um bebê que não dorme de dia sabe o que isso significa...
- É muito carinhosa e distribui muitos beijos babados na mamãe e no papai. Faz carinho quando está mamando e gosta muito de brincar com meu cabelo.

Filhotita, obrigada por tornar meus dias mais coloridos e trazer tanta alegria e emoção para a nossa casa. A mamãe está aqui para você e por você e ora todos os dias para que Deus a abençoe muito! Que você continue crescendo assim, cheia de energia, saúde e fofurice. Te amo!

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Clipping ::::: Previdência Social - Acordo Brasil/Canadá

>> 8 de agosto de 2011

Notícia fresquinha, de hoje, daqui. Será que agora a coisa anda?

INTERNACIONAL: Brasil e Canadá têm agora acordo previdenciário
O acordo irá beneficiar mais de 30 mil brasileiros que vivem no país
08/08/2011 - 14:49:00

Da Redação (Brasília) - O ministro de Relações Exteriores, Antônio de Aguiar Patriota, e o ministro de Negócios Estrangeiros do Canadá, John Baird, assinaram acordo previdenciário entre e o Brasil e o Canadá, hoje (8), às 12h20, no Palácio do Planalto, em Brasília. A assinatura do acordo faz parte da visita oficial do primeiro-ministro canadense, Stephen Harper.

O acordo irá beneficiar mais de 30 mil brasileiros que vivem no Canadá, assim como os nacionais canadenses que residem no Brasil. Após assinado, o acordo precisa passar por ratificação pelo Congresso Nacional, em conformidade com a exigência constitucional. Uma vez ratificado, o tratado segue para promulgação e publicação, procedimentos que darão vigência ao acordo nos planos doméstico e internacional.

O ajuste administrativo, documento que define a operacionalização das regras, será assinado pelo ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, e pelo embaixador do Canadá no Brasil, Jamal A. Khokhar, em data a ser definida.

Histórico -O texto do acordo foi concluído em novembro de 2009, em Brasília. As duas rodadas de negociações para a elaboração do tratado foram iniciadas um ano antes. O ajuste administrativo foi pactuado em julho de 2011, em Ottawa, capital canadense.

Quebec – O Brasil e a província canadense com autonomia constitucional, única que tem apenas o francês como idioma oficial, também concluíram texto de acordo previdenciário. O acordo, sob pendência de assinatura, garantirá proteção social a mais de 10 mil brasileiros residentes na região.

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1 ano de Canadá - Maternidade

>> 3 de agosto de 2011

Mãe é mãe em qualquer lugar do mundo, mas no alto da minha (cof! cof!) vasta experiência de quase seis meses de maternidade, vamos a algumas vantagens que vejo nos assuntos maternais por aqui:

- Estilo de vida mais simples
Aqui ninguém está se importando que tipo de roupa seu filho (ou você) está usando, em que escola ele estuda ou onde vocês foram nas últimas férias. Em uma sociedade com mais igualdade social tenho a impressão que vive-se menos de aparência e dá-se valor a coisas mais importantes, como tempo de qualidade ao lado da família.

- Redes de apoio
Há ajuda para praticamente tudo que envolva assuntos de maternidade: amamentação, pré e pós-parto, bibliotecas de brinquedo, cursos para alimentação do bebê, playgroups, depressão pós-parto, full-time moms, mompreneurs, mães que trabalham fora, atividades físicas e educativas. Muitas dessas opções são gratuitas ou a um preço muito acessível. Então, não tem desculpa de dizer que não dá para achar auxílio.

- Paraíso dos brinquedos (e roupas também)
O preço é MUITO mais baixo que no Brasil. Na verdade o custo é tão baixo que é preciso pensar em consumo consciente e tomar cuidado para não entulhar a casa com objetos que têm um tempo de uso tão curto. Nessa linha aqui também não tem frescura: dá para comprar muitos brinquedos usados em excelente estado no Kijiji por um preço ainda mais baixo e depois vender na próxima venda de garagem ou doar para quem precisa.

- Valorização do handmade
A lógica aqui é o contrário, valoriza-se muito mais o que foi feito à mão, personalizado, artesanalmente, fora das linhas automatizadas de produção. Redes como a Etsy fazem bastante sucesso e fica bem mais simples (mas não necessariamente mais barato) fazer uma festinha de aniversário, decorar a casa e se vestir de uma forma totalmente original.

- Atividades muito além do circuito shopping center
Como geralmente as pessoas não tem nem babá nem empregada doméstica, aqui faz-se de tudo para incluir os filhos em todas as atividades e ninguém deixa de fazer quase nada por causa dos filhos. Isso não é necessariamente algo bom, mas pode ser positivo quando a criança tem muitas opções de desfrutar de atividades de lazer ao lado dos pais: ciclismo, canoagem, camping, viagens, festivais, família sempre unida!

Essas foram algumas vantagens que pude me lembrar. E vocês conseguem listar mais alguma? E desvantagens?

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1 ano de Canadá - Saúde

>> 2 de agosto de 2011

Quando planejávamos a mudança para o Canadá o tópico saúde era o assunto que mais me preocupava porque, apesar do sistema público de saúde funcionar relativamente bem, o Québec é conhecido como a província com mais deficiências nesse ponto. Aqui geralmente as pessoas tem um médico de família (generalista), que é quem tem o seu histórico de saúde e quem te encaminha para algum especialista de acordo com a necessidade. Só que o déficit do Québec é alto: de seus oito milhões de habitantes, dois milhões não têm médico de família. O assunto é tema constante na mídia e rendeu um documentário e até grupo no Facebook da Fédération des Médecins Omnipraticiens.

Pois bem, mas acontece que depois de um ano aqui, a única parte do sistema que precisamos usar foi refente ao pré-natal (ainda bem!). E nesse ponto, como já comentei várias vezes, não tenho do que reclamar. Só agora resolvemos procurar um médico de família. O primeiro passo foi fazer a nossa inscrição no guichet d'access, mas já sei que a ordem de chamada privilegia aqueles com histórico de saúde mais complicado. A outra opção é ir até Ottawa, já que o governo do Québec reembolsa parte do valor do atendimento se encontrarmos um médico de família por lá. Além disso, em casos de urgência há sempre a Appletree, uma rede de clínicas bem grande que também aceita pacientes do Québec. Aliás, falando em clínicas, deixo aqui uma relação das clínicas de Gatineau e de Ottawa. Muitas delas atendem sem hora marcada, é só ligar antes e confirmar.

E sobre Isabella? Bem, ela tem uma pediatra, e é nessa clínica que ela toma suas vacinas e faz seu acompanhamento médico. Só que aqui é preciso esquecer do modelo pediatra-psicólogo-amigo-companheiro que tem no Brasil. Aqui pediatra é para assuntos graves e as consultas são rápidas e restritas somente a problemas de saúde. Se a criança está saudável, não é o pediatra quem vai dar conselhos sobre sono, alimentação e comportamento. Na verdade, quando tivermos um médico de família, o mais provável é que ele assuma o histórico dela também, mas, como prefiro que ela continue sendo acompanhada lá por enquanto, vamos levando.
Felizmente esse é um assunto que vai ficar faltando continuação. Quando encontrarmos um médico de família, volto para contar minhas impressões!

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1 ano de Canadá - Carreira

>> 29 de julho de 2011

Seguindo a linha dos posts temáticos de um ano, hoje é dia de falar sobre carreira. Pffffffffffff! Eu devo ser a pessoa com menos autoridade para comentar o assunto, já que neste momento mãe, ainda não trabalhei formalmente aqui, só continuo mantendo alguns freelas no Brasil. De qualquer forma, vamos às curtas:

- Para quem é de TI aparentemente trabalho por aqui é menos complicado. Há vagas e não é preciso validar diploma ou fazer parte de algum órgão de classe para trabalhar. O que conta é o currículo e experiência. Ainda bem que o marido está enquadrado nessa categoria, porque alguém precisa garantir o leitinho das crianças, néam?

- Para os profissionais de outras áreas, penso que todo mundo pode encontrar seu espaço. Para alguns é mais simples, para outros o caminho pode ser longo (principalmente área de saúde e engenharias). Mas conhecendo alguns brasileiros aqui, eu vejo que aos poucos todo mundo vai se virando, mesmo que isso envolva mudar de carreira.

- Além de um bom currículo, o que faz a diferença na hora de procurar emprego? Idioma e experiência canadense. Mas como é que quem acaba de chegar consegue experiência canadense? Trabalho voluntário e estágios por meio das agências de apoio são um bom começo.

- E quanto a mim? Para ser bem sincera, não tenho a menor ideia do que vou fazer. Eu já passei muito tempo em um emprego que não gostava e não quero cair nessa mesma cilada. Então, estou quebrando a cabeça para fazer algo que me deixe realizada, e que ainda me permita ser a mãe que eu quero ser. Dilema da mulher moderna, certo? Bem, com certeza quando me encontrar escancaro o resultado para todo mundo por aqui. Torçam por mim!

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1 ano de Canadá - Idioma

>> 28 de julho de 2011

Quando morava no Brasil tive um professor que era bilíngue: filho de um inglês com uma francesa, nascido na Inglaterra. Ele estava no Brasil há apenas alguns meses e, diante da dificuldade em aprender português,  não cansava me dizer que o que faz a diferença na adaptação de um imigrante é o domínio do idioma local. Eu já concordava bastante, mas depois de um ano morando aqui, isso faz ainda mais sentido.

Moramos em uma cidade oficialmente francófona, mas é muito fácil encontrar pessoas falando inglês nas ruas. No comércio, se você engasga no francês o atendente já emenda o inglês para ver se funciona. Além disso, cruzando a ponte estamos em Ottawa, e aí é inglês para todo lado. E daí que eu nunca escondi que adoro inglês e não tenho nenhuma dificuldade com o idioma de Shakspeare. Já com o francês... A coisa é bem menos natural porque comecei a estudar quando decidimos imigrar. Por isso, às vezes me dá uma enorme preguiça de falar francês, preciso confessar. A igreja que frequentamos é em inglês, os amigos canadenses são de Ottawa. O saldo é que acabo ficando na minha zona de conforto e usando muito mais o inglês no dia a dia do que o francês. Com isso acabo me sentindo muito mais "adaptada" em tudo o que envolva inglês do que francês.

Veja bem, não estou dizendo que não fale francês. Estudamos no Brasil, fiz FEL lá, francisação aqui, e depois de um ano, não tem mesmo como não falar. Mas meu francês está muito longe de ser fluente. É funcional, suficiente para morar aqui, mas para mim não serve... Então depois desse tempo aqui acho que tudo vai bem no inglês e é ótimo ficar tão confortável nesse idioma, mas meu objetivo agora é melhorar o francês. Até porque está chegando a hora de procurar emprego e um bom francês faz toda a diferença!

Se puder deixar um conselho para quem vem para cá, digo para estudar o máximo que puder. Não estou falando de fazer cursos de idiomas, porque dá para aprender algo só até um certo nível, mas tentar levar a coisa para um lado mais prático: assistir filmes sem legenda, ouvir podcasts, ler revistas e jornais locais. Tudo isso ajuda a conhecer melhor a língua e cultura local. Eu garanto que vai facilitar muito a vida no futuro. E da minha parte, espero que quando estiver fazendo uma avaliação dos meus dois anos de Canadá, o francês esteja bem mais desenrolado!

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1 ano de Canadá - Clima

>> 27 de julho de 2011

Com apenas um ano morando aqui, sei que não posso afirmar nada categoricamente, já que as estações podem mudar bastante de um ano para o outro. Mas posso dizer o quanto fico impressionada com as diferenças climáticas e em como um lugar se transformar tanto em tão pouco tempo.

Verão: quem disse que essa é a terra do frio? Esse é meu segundo verão aqui e as ondas de calor são insuportáveis! Ainda bem que este ano temos ar condicionado... O verão é também a estação das férias, dos festivais, de passar o dia todo na rua. É uma animação coletiva contagiante e todo mundo quer mais é aproveitar enquanto dá para usar sandálias, vestidos e bermudas. É também o tempo dos mosquitos (enormes!), tempo de acampar e aproveitar as piscinas, parques aquáticos e churrascos, muitos churrascos!

Outono: aqui as temperaturas começam a baixar, mas ainda é algo bem agradável. Essa é a época em que as folhas vão se colorindo em tons de vermelho, laranja, marrom e amarelo e é algo lindo demais de se ver (pena que dura tão pouco!). Aqui é tempo de se preparar para o inverno. No ano passado, a primeira neve caiu no final de outubro.

Inverno: preciso confessar que cheguei aqui assustadíssima com o inverno. Eu não sabia muito bem o que esperar, mas achava que podia morrer congelada em um dia qualquer. Bem, essa possibilidade até existe para quem não se veste adequadamente, mas achei a coisa toda bem suportável. E olha que estava no terceiro trimestre de gravidez e ainda tive uma queda por conta de uma poça de gelo na rua... Mas nunca vou me esquecer da sensação de sentir a neve no rosto pela primeira vez, de sentir a textura de um punhado nas mãos, de "ouvir" o som de calmaria quando está nevando. Hoje tudo ficou comum, mas são momentos que vou guardar para sempre! Por outro lado, acho que o inverno tem dois contras: os dias são muito curtos e o frio dura tempo demais. Para evitar a Cabin Fever, melhor é aproveitar as atividades e festivais de inverno. Esse ano acho que vou poder experimentar coisas novas, já que a logística do barrigão não ajudou muito no ano passado.

Primavera: a estação mais linda de todas! O começo é meio feioso, já que pelo menos neste ano ainda tinha neve suja nas ruas, mas passados alguns dias é muito bonito e agradável ver as ruas repletas de flores, as árvores se enchendo de folhas da noite para o dia com um colorido de verde bem vivo e, principalmente, ver a alegria das pessoas em dar adeus ao longo inverno. É tempo de spring cleaning, tempo de guardar os casacos e preparar os jardins, tempo de tirar as bicicletas e conversíveis das garagens, e tempo de aproveitar os dias que voltam a ficar mais longos!

E vocês, têm alguma estação preferida?

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1 ano de Canadá

>> 26 de julho de 2011

No domingo (24) completamos um ano morando para os lados do norte (abafa o atraso de dois dias para esse post sair...). UM ANO de Canadá! Há 365 (367?) dias atrás chegávamos no aeroporto de Ottawa exaustos, com seis malas, um cachorro e um neném na barriga... Pois bem, quatro estações depois, aqui estamos, com uma menininha linda e esperta, uma cachorrinha aproveitando o verão, e muitas histórias para contar. Umas felizes, outras nem tanto, mas o que interessa é que até aqui o nosso saldo tem sido imensamente positivo. Da minha parte posso dizer que acertamos em nossa decisão e temos sido muito abençoados por Deus durante todo esse processo. Gosto da cidade que escolhemos para viver, temos conhecido bons amigos aqui e a cada dia estou mais certa que, pelo menos por enquanto, este é o nosso lugar. Sei que ainda temos um longo caminho pela frente e se tem uma coisa que aprendi durante esse ano que passou é que são as provações que nos fortalecem... Então, bring it on (canadian tire style)!

Bem, para tornar esse balanço um pouco menos subjetivo, decidi publicar alguns posts temáticos ao longo dessa semana com minhas opiniões sobre: clima, idioma, carreira, saúde, maternidade e qualidade de vida. Até mais!

 Grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso estamos alegres. Salmo 126:4

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Ordem no caos

>> 22 de julho de 2011

Aos pouquinhos estou tentando reorganizar o blog, que desde o nascimento da Isabella anda um tanto abandonado, com bem menos postagens do que eu gostaria. E o pior é que assunto não falta, mas nesse momento mãe-dona de casa-esposa-trabalhadora freelancer tudo é uma questão de prioridades... Ok, um dia chego lá!

Uma das coisas que decidi mudar por aqui para simplificar a vida é a forma de resposta aos comentários. Eu sempre optei por responder um a um via e-mail ou blog. A questão é que isso leva um tempo enorme e ultimamente eu não tenho conseguido responder aos comentários, o que me parece uma grande falta de educação. Então a partir de agora (e das últimas postagens com respostas atrasadas), os comentários serão respondidos no próprio blog #gratapelacompreensao.

Também estou tentando organizar a página de links, que está bem desatualizada. Então se você gostaria que seu blog/página/espaço apareça por aqui, é só deixar um comentário, ok? Se for algo relacionado ao Canadá, não esqueça de dizer a cidade onde está ou pretende ir. Se for sobre maternidade, basta dizer se é mãe ou treinante. E se for sobre qualquer outro assunto, apresente-se!

Por hoje é só, porque eu ainda tenho uns trabalhos para terminar e um final de semana de verão inteirinho para aproveitar. Bom sábado!

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Momento cute do dia





Suami Shop via Super Cute Kawaii

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Ai que calor!

>> 21 de julho de 2011

O verão por aqui tem sido uma delícia. Temos aproveitado bastante o tempo bom e as semanas tem sido repletas de atividades. Mas agora, uma onda de calor invadiu as terras do norte... Pensem em um calor absurdo? Hoje provavelmente será o dia mais quente do ano, com temperatura de 36 graus à tarde e sensação térmica chegando a 47! Neste momento temos 28 graus, com sensação de 37. Como o tempo é bem úmido, é um calor bem diferente do que eu estava acostumada. Mas vamos que vamos, se sobreviver ao final da semana eu conto! Bateu até uma saudadinha do montão de neve...

Mais informações sobre a onda de calor (heat wave / canicule) aqui.

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Coisas do Canadá II

>> 8 de julho de 2011

Mais uma rodada das coisas curiosas que observo por aqui...

- Eu não sei se é o solo, se é a preferência dos canadenses, ou se são os agrotóxicos, mas pensem em uma terra onde tudo é mais doce? O milho, a cenoura, a beterraba, o morango, o pimentão, todos tem um sabor bem mais adocicado. E daí que eu já andei até adaptando as receitas na cozinha, porque ninguém precisa de todo esse açúcar na vida, certo?

- Acho que todo canadense nasce com uma bússola imbutida no cérebro. Quem me conhece sabe que minha orientação espacial é nula e lá venho eu parar numa terra onde todo mundo dá direções falando sobre leste, oeste, norte, sul... Peça para qualquer criança apontar para que lado é o norte e ela nem precisa pensar. Peça para mim e, bem, para isso serve o GPS!

- Como fica a decoração em um país de clima tão frio durante uns bons meses do ano? Oras, para isso servem as flores de plástico! Elas são mania nacional e estão nos restaurantes, nos hoteis, nos centros comerciais... Até coqueiro artificial eu já vi por aqui. No começo achava tudo muito brega, porque no Brasil tropical temos flores naturais o ano todo com relativa facilidade. Mas depois entendi... É meio inviável manter flores por aqui durante o inverno (e boa parte do outono também). Então já virou algo meio cultural, não há como passar por algum lugar reparar nelas... O supra-sumo do requinte decorativo #not.

- Quem mora por aqui já sabe: todo mundo tira o sapato antes de entrar em casa. Esse era um costume que já tínhamos no Brasil e aqui funciona muito bem (independente da estação). No inverno há um motivo simples: é inviável entrar com a bota suja de neve e sal. Nas outras estações, é uma força para manter a casa limpa, já que o lema por aqui é praticidade e há muito mais coisas interessantes a serem feitas na vida do que ficar limpando a casa o tempo todo.

- Aliás, o próximo costume também está relacionado ao inverno: o povo por aqui tem mania de carpete, principalmente nos quartos, escada e basement. É assim para ninguém ficar pisando no chão frio durante o inverno, mas pessoalmente, acho carpete algo muito pouco higiênico... Tudo bem que aqui vendem todo tipo de produto de limpeza para garantir que o carpete fique limpo. Acho que até deve funcionar, porque, até onde sei, ninguém aqui sofre de mais problemas respiratórios por causa disso. Mas ainda acho estranho...

- Todo mundo já sabe que aqui, assim como em vários outros países, não há ralo nos banheiros. Mas e a falta de lâmpada no teto dos quartos e sala? Todo mundo usa luminárias de chão. Por que será? Eu já perguntei para alguns canadenses e eles não souberam me dizer a resposta...

- No geral as casas e apartamentos são bastante espaçosos, mas não se assuste de encontrar a lavadora e secadora de roupas dentro do banheiro ou no corredor do andar de cima da casa. E funciona muito bem!

- Quando estava grávida e fui comprar coisas para o enxoval é que aprendi essa: aqui é bastante comum dar banho nos recém nascidos na pia do banheiro ou da cozinha, já que as torneiras aqui sempre tem água quente. Tem até uns acessórios para ajudar nessa tarefa, mas a minha cabecinha sul-americana não se acostumou muito bem com essa ideia. Então Isabella sempre tomou banhos diários (o que também não é regra por aqui) e na banheira dela!

E vocês, conseguem lembrar de mais alguma particularidade das terras do norte?

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Clipping ::::: Why it’s the best time ever to be a Canadian

A edição desta semana da Macleans (algo como a Veja daqui, em uma comparação grosseira) trouxe uma série de reportagens especiais em comemoração ao Canada Day. Uma delas lista dez motivos pelos quais o Canadá, que acaba de completar 144 anos, está em um excelente momento. Para quem não quiser ler todos os dez, vá direto para o item dois, que fala sobre como o país atrai os melhores imigrantes e dá oportunidades para que todos possam encontrar um lugar ao sol. Eu sei que aqui não é o paraíso e ainda há muitos desafios a serem superados quando o assunto é imigração. Mas devo concordar com a reportagem: o Canadá certamente tenta acolher muito bem os que chegam, até porque o país precisa muito dos imigrantes (e dos filhos deles nascidos aqui). Boa leitura!

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Ça m'a fait sourire

>> 5 de julho de 2011


neither how to play soccer...
[daqui]

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Onde encontrar comidas da terrinha em Gatineau

>> 4 de julho de 2011

Depois de quase um ano morando aqui, meus hábitos alimentares passaram por algumas mudanças. A variedade de sabores é imensa e aos poucos vamos descobrindo novos gostos e preferências. Mas de vez em quando bate uma saudade de algumas coisas são bem típicas do Brasil e não tão comuns por aqui. Então deixo listados aqui embaixo o que já encontramos e onde - endereços e telefones estão nos links:

Boulangerie Lusa: essa é uma pequena padaria portuguesa que fica em Hull. Lá tem o que considero mais próximo de um pão francês (que também vende no Costco por sinal) e alguns outros produtinhos bem típicos, como Neston (Nestum), suco de maracujá, guaraná Antártica, queijo tipo frescal, bolinho de bacalhau, bacalhau salgado, mistura para pão de queijo e farinha de mandioca.

Mario's Food Centre: esse mercadinho fica em Ottawa, é um pouco maior, tem tudo o que tem na Lusa, mas com mais variedade. Foi lá que encontrei água de côco da Sococo para matar meu único desejo de grávida (as daqui me parecem pasteurizadas e tem um gosto meio estranho).

Marché Tropical Soko: esse descobri meio que por acaso, mas estava fechado. A única coisa que vi pela vitrine que me interessou foi Leite Ninho (que aqui chama-se Nido).

Mercado Latino: fica no Vanier em Ottawa e vende produtos alimentícios da América do Sul em geral. Tem algumas coisas bem gostosinhas.

Marché Brasil: como mercado infelizmente não funciona mais, mas eles mantém o cardápio de congelados com pão de queijo, quibe, lasanha e outras coisinhas mais.

Super C, Loblaws, Farmboy e Maxi: não se enganem, dá para achar bastante coisa nesses supermercados. Mandioca, maracujá, trigo para quibe, suco de maracujá e lichia, água de côco, Neston, leite condensado, creme de leite, batata palha, tudo isso já encontrei em mercados comuns por aqui.

Em resumo, hoje não sinto falta de quase nada... É incrível como vamos nos adaptando e as coisas mudam em tão pouco tempo. Mas ainda estou na saga em busca de uma boa picanha, que dizem que tem no Farmboy e no Costco como peça inteira, mas ainda não achamos.

E vocês, tem mais alguma sugestão de bons mercadinhos aqui pela região? Se tiverem, deixem nos comentários!

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