1 ano de Canadá - Maternidade

>> 3 de agosto de 2011

Mãe é mãe em qualquer lugar do mundo, mas no alto da minha (cof! cof!) vasta experiência de quase seis meses de maternidade, vamos a algumas vantagens que vejo nos assuntos maternais por aqui:

- Estilo de vida mais simples
Aqui ninguém está se importando que tipo de roupa seu filho (ou você) está usando, em que escola ele estuda ou onde vocês foram nas últimas férias. Em uma sociedade com mais igualdade social tenho a impressão que vive-se menos de aparência e dá-se valor a coisas mais importantes, como tempo de qualidade ao lado da família.

- Redes de apoio
Há ajuda para praticamente tudo que envolva assuntos de maternidade: amamentação, pré e pós-parto, bibliotecas de brinquedo, cursos para alimentação do bebê, playgroups, depressão pós-parto, full-time moms, mompreneurs, mães que trabalham fora, atividades físicas e educativas. Muitas dessas opções são gratuitas ou a um preço muito acessível. Então, não tem desculpa de dizer que não dá para achar auxílio.

- Paraíso dos brinquedos (e roupas também)
O preço é MUITO mais baixo que no Brasil. Na verdade o custo é tão baixo que é preciso pensar em consumo consciente e tomar cuidado para não entulhar a casa com objetos que têm um tempo de uso tão curto. Nessa linha aqui também não tem frescura: dá para comprar muitos brinquedos usados em excelente estado no Kijiji por um preço ainda mais baixo e depois vender na próxima venda de garagem ou doar para quem precisa.

- Valorização do handmade
A lógica aqui é o contrário, valoriza-se muito mais o que foi feito à mão, personalizado, artesanalmente, fora das linhas automatizadas de produção. Redes como a Etsy fazem bastante sucesso e fica bem mais simples (mas não necessariamente mais barato) fazer uma festinha de aniversário, decorar a casa e se vestir de uma forma totalmente original.

- Atividades muito além do circuito shopping center
Como geralmente as pessoas não tem nem babá nem empregada doméstica, aqui faz-se de tudo para incluir os filhos em todas as atividades e ninguém deixa de fazer quase nada por causa dos filhos. Isso não é necessariamente algo bom, mas pode ser positivo quando a criança tem muitas opções de desfrutar de atividades de lazer ao lado dos pais: ciclismo, canoagem, camping, viagens, festivais, família sempre unida!

Essas foram algumas vantagens que pude me lembrar. E vocês conseguem listar mais alguma? E desvantagens?

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1 ano de Canadá - Saúde

>> 2 de agosto de 2011

Quando planejávamos a mudança para o Canadá o tópico saúde era o assunto que mais me preocupava porque, apesar do sistema público de saúde funcionar relativamente bem, o Québec é conhecido como a província com mais deficiências nesse ponto. Aqui geralmente as pessoas tem um médico de família (generalista), que é quem tem o seu histórico de saúde e quem te encaminha para algum especialista de acordo com a necessidade. Só que o déficit do Québec é alto: de seus oito milhões de habitantes, dois milhões não têm médico de família. O assunto é tema constante na mídia e rendeu um documentário e até grupo no Facebook da Fédération des Médecins Omnipraticiens.

Pois bem, mas acontece que depois de um ano aqui, a única parte do sistema que precisamos usar foi refente ao pré-natal (ainda bem!). E nesse ponto, como já comentei várias vezes, não tenho do que reclamar. Só agora resolvemos procurar um médico de família. O primeiro passo foi fazer a nossa inscrição no guichet d'access, mas já sei que a ordem de chamada privilegia aqueles com histórico de saúde mais complicado. A outra opção é ir até Ottawa, já que o governo do Québec reembolsa parte do valor do atendimento se encontrarmos um médico de família por lá. Além disso, em casos de urgência há sempre a Appletree, uma rede de clínicas bem grande que também aceita pacientes do Québec. Aliás, falando em clínicas, deixo aqui uma relação das clínicas de Gatineau e de Ottawa. Muitas delas atendem sem hora marcada, é só ligar antes e confirmar.

E sobre Isabella? Bem, ela tem uma pediatra, e é nessa clínica que ela toma suas vacinas e faz seu acompanhamento médico. Só que aqui é preciso esquecer do modelo pediatra-psicólogo-amigo-companheiro que tem no Brasil. Aqui pediatra é para assuntos graves e as consultas são rápidas e restritas somente a problemas de saúde. Se a criança está saudável, não é o pediatra quem vai dar conselhos sobre sono, alimentação e comportamento. Na verdade, quando tivermos um médico de família, o mais provável é que ele assuma o histórico dela também, mas, como prefiro que ela continue sendo acompanhada lá por enquanto, vamos levando.
Felizmente esse é um assunto que vai ficar faltando continuação. Quando encontrarmos um médico de família, volto para contar minhas impressões!

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1 ano de Canadá - Carreira

>> 29 de julho de 2011

Seguindo a linha dos posts temáticos de um ano, hoje é dia de falar sobre carreira. Pffffffffffff! Eu devo ser a pessoa com menos autoridade para comentar o assunto, já que neste momento mãe, ainda não trabalhei formalmente aqui, só continuo mantendo alguns freelas no Brasil. De qualquer forma, vamos às curtas:

- Para quem é de TI aparentemente trabalho por aqui é menos complicado. Há vagas e não é preciso validar diploma ou fazer parte de algum órgão de classe para trabalhar. O que conta é o currículo e experiência. Ainda bem que o marido está enquadrado nessa categoria, porque alguém precisa garantir o leitinho das crianças, néam?

- Para os profissionais de outras áreas, penso que todo mundo pode encontrar seu espaço. Para alguns é mais simples, para outros o caminho pode ser longo (principalmente área de saúde e engenharias). Mas conhecendo alguns brasileiros aqui, eu vejo que aos poucos todo mundo vai se virando, mesmo que isso envolva mudar de carreira.

- Além de um bom currículo, o que faz a diferença na hora de procurar emprego? Idioma e experiência canadense. Mas como é que quem acaba de chegar consegue experiência canadense? Trabalho voluntário e estágios por meio das agências de apoio são um bom começo.

- E quanto a mim? Para ser bem sincera, não tenho a menor ideia do que vou fazer. Eu já passei muito tempo em um emprego que não gostava e não quero cair nessa mesma cilada. Então, estou quebrando a cabeça para fazer algo que me deixe realizada, e que ainda me permita ser a mãe que eu quero ser. Dilema da mulher moderna, certo? Bem, com certeza quando me encontrar escancaro o resultado para todo mundo por aqui. Torçam por mim!

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1 ano de Canadá - Idioma

>> 28 de julho de 2011

Quando morava no Brasil tive um professor que era bilíngue: filho de um inglês com uma francesa, nascido na Inglaterra. Ele estava no Brasil há apenas alguns meses e, diante da dificuldade em aprender português,  não cansava me dizer que o que faz a diferença na adaptação de um imigrante é o domínio do idioma local. Eu já concordava bastante, mas depois de um ano morando aqui, isso faz ainda mais sentido.

Moramos em uma cidade oficialmente francófona, mas é muito fácil encontrar pessoas falando inglês nas ruas. No comércio, se você engasga no francês o atendente já emenda o inglês para ver se funciona. Além disso, cruzando a ponte estamos em Ottawa, e aí é inglês para todo lado. E daí que eu nunca escondi que adoro inglês e não tenho nenhuma dificuldade com o idioma de Shakspeare. Já com o francês... A coisa é bem menos natural porque comecei a estudar quando decidimos imigrar. Por isso, às vezes me dá uma enorme preguiça de falar francês, preciso confessar. A igreja que frequentamos é em inglês, os amigos canadenses são de Ottawa. O saldo é que acabo ficando na minha zona de conforto e usando muito mais o inglês no dia a dia do que o francês. Com isso acabo me sentindo muito mais "adaptada" em tudo o que envolva inglês do que francês.

Veja bem, não estou dizendo que não fale francês. Estudamos no Brasil, fiz FEL lá, francisação aqui, e depois de um ano, não tem mesmo como não falar. Mas meu francês está muito longe de ser fluente. É funcional, suficiente para morar aqui, mas para mim não serve... Então depois desse tempo aqui acho que tudo vai bem no inglês e é ótimo ficar tão confortável nesse idioma, mas meu objetivo agora é melhorar o francês. Até porque está chegando a hora de procurar emprego e um bom francês faz toda a diferença!

Se puder deixar um conselho para quem vem para cá, digo para estudar o máximo que puder. Não estou falando de fazer cursos de idiomas, porque dá para aprender algo só até um certo nível, mas tentar levar a coisa para um lado mais prático: assistir filmes sem legenda, ouvir podcasts, ler revistas e jornais locais. Tudo isso ajuda a conhecer melhor a língua e cultura local. Eu garanto que vai facilitar muito a vida no futuro. E da minha parte, espero que quando estiver fazendo uma avaliação dos meus dois anos de Canadá, o francês esteja bem mais desenrolado!

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1 ano de Canadá - Clima

>> 27 de julho de 2011

Com apenas um ano morando aqui, sei que não posso afirmar nada categoricamente, já que as estações podem mudar bastante de um ano para o outro. Mas posso dizer o quanto fico impressionada com as diferenças climáticas e em como um lugar se transformar tanto em tão pouco tempo.

Verão: quem disse que essa é a terra do frio? Esse é meu segundo verão aqui e as ondas de calor são insuportáveis! Ainda bem que este ano temos ar condicionado... O verão é também a estação das férias, dos festivais, de passar o dia todo na rua. É uma animação coletiva contagiante e todo mundo quer mais é aproveitar enquanto dá para usar sandálias, vestidos e bermudas. É também o tempo dos mosquitos (enormes!), tempo de acampar e aproveitar as piscinas, parques aquáticos e churrascos, muitos churrascos!

Outono: aqui as temperaturas começam a baixar, mas ainda é algo bem agradável. Essa é a época em que as folhas vão se colorindo em tons de vermelho, laranja, marrom e amarelo e é algo lindo demais de se ver (pena que dura tão pouco!). Aqui é tempo de se preparar para o inverno. No ano passado, a primeira neve caiu no final de outubro.

Inverno: preciso confessar que cheguei aqui assustadíssima com o inverno. Eu não sabia muito bem o que esperar, mas achava que podia morrer congelada em um dia qualquer. Bem, essa possibilidade até existe para quem não se veste adequadamente, mas achei a coisa toda bem suportável. E olha que estava no terceiro trimestre de gravidez e ainda tive uma queda por conta de uma poça de gelo na rua... Mas nunca vou me esquecer da sensação de sentir a neve no rosto pela primeira vez, de sentir a textura de um punhado nas mãos, de "ouvir" o som de calmaria quando está nevando. Hoje tudo ficou comum, mas são momentos que vou guardar para sempre! Por outro lado, acho que o inverno tem dois contras: os dias são muito curtos e o frio dura tempo demais. Para evitar a Cabin Fever, melhor é aproveitar as atividades e festivais de inverno. Esse ano acho que vou poder experimentar coisas novas, já que a logística do barrigão não ajudou muito no ano passado.

Primavera: a estação mais linda de todas! O começo é meio feioso, já que pelo menos neste ano ainda tinha neve suja nas ruas, mas passados alguns dias é muito bonito e agradável ver as ruas repletas de flores, as árvores se enchendo de folhas da noite para o dia com um colorido de verde bem vivo e, principalmente, ver a alegria das pessoas em dar adeus ao longo inverno. É tempo de spring cleaning, tempo de guardar os casacos e preparar os jardins, tempo de tirar as bicicletas e conversíveis das garagens, e tempo de aproveitar os dias que voltam a ficar mais longos!

E vocês, têm alguma estação preferida?

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1 ano de Canadá

>> 26 de julho de 2011

No domingo (24) completamos um ano morando para os lados do norte (abafa o atraso de dois dias para esse post sair...). UM ANO de Canadá! Há 365 (367?) dias atrás chegávamos no aeroporto de Ottawa exaustos, com seis malas, um cachorro e um neném na barriga... Pois bem, quatro estações depois, aqui estamos, com uma menininha linda e esperta, uma cachorrinha aproveitando o verão, e muitas histórias para contar. Umas felizes, outras nem tanto, mas o que interessa é que até aqui o nosso saldo tem sido imensamente positivo. Da minha parte posso dizer que acertamos em nossa decisão e temos sido muito abençoados por Deus durante todo esse processo. Gosto da cidade que escolhemos para viver, temos conhecido bons amigos aqui e a cada dia estou mais certa que, pelo menos por enquanto, este é o nosso lugar. Sei que ainda temos um longo caminho pela frente e se tem uma coisa que aprendi durante esse ano que passou é que são as provações que nos fortalecem... Então, bring it on (canadian tire style)!

Bem, para tornar esse balanço um pouco menos subjetivo, decidi publicar alguns posts temáticos ao longo dessa semana com minhas opiniões sobre: clima, idioma, carreira, saúde, maternidade e qualidade de vida. Até mais!

 Grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso estamos alegres. Salmo 126:4

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Ordem no caos

>> 22 de julho de 2011

Aos pouquinhos estou tentando reorganizar o blog, que desde o nascimento da Isabella anda um tanto abandonado, com bem menos postagens do que eu gostaria. E o pior é que assunto não falta, mas nesse momento mãe-dona de casa-esposa-trabalhadora freelancer tudo é uma questão de prioridades... Ok, um dia chego lá!

Uma das coisas que decidi mudar por aqui para simplificar a vida é a forma de resposta aos comentários. Eu sempre optei por responder um a um via e-mail ou blog. A questão é que isso leva um tempo enorme e ultimamente eu não tenho conseguido responder aos comentários, o que me parece uma grande falta de educação. Então a partir de agora (e das últimas postagens com respostas atrasadas), os comentários serão respondidos no próprio blog #gratapelacompreensao.

Também estou tentando organizar a página de links, que está bem desatualizada. Então se você gostaria que seu blog/página/espaço apareça por aqui, é só deixar um comentário, ok? Se for algo relacionado ao Canadá, não esqueça de dizer a cidade onde está ou pretende ir. Se for sobre maternidade, basta dizer se é mãe ou treinante. E se for sobre qualquer outro assunto, apresente-se!

Por hoje é só, porque eu ainda tenho uns trabalhos para terminar e um final de semana de verão inteirinho para aproveitar. Bom sábado!

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